Diante da proximidade das
Eleições 2026, as taxas e preços presentes do
Tesouro Direto passam a repercutir cada vez mais as intenções de voto para a Presidência do Brasil.
Nesta quinta-feira (10), o cenário de empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) já precificava bastante nas carteiras de quem empresta dinheiro ao governo brasileiro, destravando até lucro com marcação a mercado.
Afinal de contas, o candidato da direita aparece com 46,4% das intenções de voto no 2º turno, contra 46,2% do petista. O senador Flávio Bolsonaro adota um discurso de campanha favorável ao controle do endividamento público, narrativa que retira pressão dos juros compostos recordes.
Prova disso é a taxa do
Tesouro IPCA+ 2050 cair de IPCA+ 7,33% ao ano na véspera para os atuais IPCA+ 7,29% ao ano, logo após o mais recente
levantamento da AltasIntel apontar Flávio Bolsonaro com ligeira margem à frente de Lula.
Fora que o comportamento do Tesouro Direto hoje destoou bastante da
renda fixa global, cujas taxas mantiveram-se em alta, provocando prejuízos na marcação a mercado, diante dos riscos inflacionários no radar.
Só os títulos do governo dos Estados Unidos (treasury bonds), com vencimento em 10 anos, atingiram o seu maior rendimento desde 2023, oferecendo 4,95% ao ano, o que já aproxima bastante também do patamar psicológico dos 5% ao ano.