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Em relatório divulgado nesta quinta-feira (4), o UBS BB deu mais detalhes sobre a sua decisão de rebaixar a recomendação para os ativos brasileiros. O banco de investimentos destacou que o preço do dólar deve ser o ponto de atenção para a bolsa, em um ano marcado pelas eleições presidenciais.
“O câmbio é a variável para se observar nos próximos meses e, se o real não seguir o caminho das moedas de outros emergentes, é preciso cuidado”, explica Luciano Telo, executivo-chefe de investimentos do UBS Wealth Management no Brasil.
Na última quarta (3), antes do feriado, a moeda avançou para R$ 5,06, depois da nova ameaça de tarifaço aplicada por Donald Trump. Anteriormente, a moeda apresentou fortes sinais de desvalorização, chegando a ser cotada na casa de R$ 4,90 por algumas sessões seguidas.
“O ambiente global deve continuar favorável para os emergentes, o que dará tempo para o vencedor apresentar um plano econômico de ajuste”, afirma Telo. “Mas se o país não conseguir sinalizar uma melhora para a sustentabilidade da relação dívida/PIB, podem surgir pressões sobre a moeda brasileira, a inflação e os mercados”, alerta.
Na semana passada, o UBS tinha rebaixado a recomendação de compra dos papéis brasileiros para neutro. Naquela ocasião, comentou uma série de fatores que conduziam a decisão para este que é o maior mercado da América Latina.
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“Três fatores adversos convergentes agora alteram, em nossa visão, o equilíbrio de risco-retorno: o aumento da incerteza política relacionada às eleições, um ciclo de afrouxamento monetário do BC mais curto e menos intenso, e a aceleração do afrouxamento fiscal no período pré-eleitoral”, pontuou a instituição suíça. “Embora os fundamentos permaneçam resilientes, essas dinâmicas devem manter o equilíbrio entre risco e retorno até a eleição de outubro.”
Apesar da opinião mais cautelosa, foi apenas reduzida a exposição à carteira brasileira, de 25% para 20%, colocando mais força na inteligência artificial. Segundo o banco, houve uma decisão de voltar a apostar na tecnologia, passada a preocupação com uma eventual bolha.
“Vamos ter vencedores e perdedores [em IA]. Algumas empresas podem ficar no caminho, mas o ganho final deve ser maior que as eventuais perdas”, concluiu o executivo-chefe do banco.
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