Quem se lembra quando a cotação do
dólar americano bateu a região dos R$ 6,20 no Brasil durante o final de 2024? De lá para cá, a moeda oficial dos Estados Unidos só perdeu força, tanto que nesta terça-feira (14) a divisa comercial chegou à mínima de
R$ 4,96. Será que é hora de rever a estratégia de investimentos?
Para os economistas, a apreciação da moeda brasileira contra o dólar americano nos últimos anos se dá pelo famoso carry trade, um jargão do mercado financeiro para tratar do diferencial de juros entre países. A nossa
taxa Selic segue elevadíssima em 14,75% ao ano, apenas começamos a cortar os juros por aqui.
No entanto, os EUA ostentam uma taxa básica entre 3,50% a 3,75% ao ano, logo é mais vantajoso pegar dinheiro emprestado em dólar americano para depois trocá-lo pelo real brasileiro e colher juros compostos mais vantajosos.
Só para exemplificar, o
Tesouro Renda+ 2065 acumula valorização superior a +20% na marcação a mercado desde o último dia 26 de março, dado que sua remuneração recuou de IPCA+ 7,11% ao ano para os atuais IPCA+ 6,76% ao ano.
Investimentos no Brasil com dólar abaixo de R$ 5
Como já mencionamos, a facilidade dos investidores estrangeiros em comprar títulos da dívida pública brasileira é um dos principais gatilhos para o recuo das taxas praticadas no
Tesouro Direto, culminando em oportunidades de ganhos com marcação a mercado.
E os investimentos em renda variável listados na
B3 (B3SA3) também tiram proveito do cenário de dólar abaixo dos R$ 5. Os analistas do Banco Safra, por ocasião, recomendam a seguir alguns nomes do setor varejo, observando menor custo com importação de produtos:
Dando nomes aos bois, as empresas que geram suas receitas com a exportação de commodities e bens de alto valor agregado tendem a retrair seus resultados dolarizados. Por isso, analistas do Itaú BBA põem sob sinal amarelo as seguintes companhias: