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CSN (CSNA3) começou 2026 ainda navegando em um cenário turbulento para o setor de commodities. A companhia registrou prejuízo líquido de R$ 555 milhões no 1T26 (1º trimestre de 2026), reduzindo as perdas em 24,2% na comparação com o mesmo período de 2025, em meio à pressão dos preços do minério de ferro.
Mesmo com o resultado negativo na última linha do balanço, a CSN manteve uma operação bilionária em movimento. A receita líquida atingiu R$ 13,8 bilhões entre janeiro e março, enquanto o Ebitda ajustado, indicador que mede o desempenho operacional, somou R$ 2,5 bilhões no trimestre. A margem Ebitda ficou em 18,1%.
A divisão de mineração continuou sentindo os reflexos da volatilidade do mercado internacional, enquanto a siderurgia operou em meio a pressões de preços e custos. Ainda assim, a companhia destacou avanços em eficiência operacional e medidas de otimização implementadas ao longo do período.
No campo financeiro, a alavancagem seguiu no radar do mercado. A dívida líquida consolidada encerrou março em R$ 36,7 bilhões, com a relação dívida líquida/Ebitda em 3,05 vezes. Na Bolsa, o trimestre também foi desafiador para os papéis da companhia. As ações CSNA3 recuaram 31,3% no período, na contramão do Ibovespa, que acumulou alta de 16,3%.