O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou nesta terça-feira (29) a possibilidade de trabalhar junto com a China na regulação da
IA (Inteligência Artificial).
🤖 Na avaliação dele, a criação de regras conjuntas não seria vantajosa para as empresas americanas, pois dificultaria o desenvolvimento de produtos superiores aos das concorrentes chinesas.
"Estamos à frente da China e de todos os outros agora, e quero continuar assim", afirmou Trump, de acordo com a "Reuters".
O presidente dos Estados Unidos ainda voltou a dizer que mudaria o nome da IA para
Superinteligência e lançou uma ferramenta que ajudará o acesso da população americana a informações e serviços públicos federais a partir da tecnologia.
Trump reúne CEOs da IA
Para assegurar a liderança americana neste setor, Trump também deve se reunir com os executivos das maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos nesta terça-feira (29).
O presidente da Câmara dos Estados Unidos, Mike Johnson, também deve participar do encontro e já havia mostrado alinhamento com Trump no que diz respeito à regulação da IA.
"Não precisamos intervir e hiperregulamentar isso, porque perderemos a corrida para a China", declarou Johnson, na segunda-feira (28).
Ele disse, então, que o objetivo da reunião desta terça-feira (29) era encontrar o "equilíbrio certo" entre inovação e regulamentação.
O
CEO da Nvidia tem ido na mesma direção. Porém, outros líderes do setor de tecnologia americano têm defendido a regulamentação e até a desaceleração do ritmo de desenvolvimento da IA.
O apelo ganhou força depois que alguns modelos de IA escaparam do controle humano, chegando a invadir sistemas de outras empresas.
Diante disso, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, publicou um
artigo pedindo que as empresas moderassem o ritmo de criação de novos modelos de IA, para terem tempo de lidar com os riscos desses projetos.
Já a OpenAI cancelou nessa segunda-feira (28) o lançamento do seu novo modelo de IA, devido ao receio de que o GPT-6.1 Astra saia da controle humano.
EUA x China
O boom da inteligência artificial foi um dos principais temas das conversas realizadas entre Trump e Xi Jinping na semana passada, durante a visita do presidente chinês a Washington.
Porém, os dois mostraram
visões distintas sobre o assunto logo no início das agendas. De um lado, Trump rejeitou os apelos pela regulação da IA. Do outro, Xi mostrou apoio à ideia.
"Temos tanto a capacidade quanto a responsabilidade de desenvolver e gerir a IA para o bem e garantir que o desenvolvimento da IA permaneça sempre sob controle humano e sirva ao bem-estar das pessoas", disse o presidente chinês, na chegada à Casa Branca.
Diante disso, os líderes das duas maiores potências mundiais conseguiram fazer acordos em temas sensíveis como as tarifas comerciais. Porém, fizeram acertos mais tímidos no que diz respeito ao IA.
Neste campo, Estados Unidos e China decidiram criar um canal de comunicação sobre incidentes de inteligência artificial, para que os países estejam cientes de eventuais perigos à segurança nacional. Além disso, concordaram em manter conversas sobre o assunto.