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O racha do Copom (Comitê de Política Monetária) pesou no mercado nesta quinta-feira (9). Com isso, o Ibovespa perdeu mais de 1,2 mil pontos e o dólar voltou a fechar acima dos R$ 5,10.
📉 O principal índice da B3 caiu 1% e terminou o dia aos 128.188 pontos. Já o dólar avançou 1,01% e fechou cotado a R$ 5,14, o maior patamar deste mês de maio. A moeda, no entanto, chegou a tocar nos R$ 5,17 na máxima do dia.
O dia também foi de elevação nas curvas futuras de juros e dos prêmios do Tesouro Direto, com o mercado repercutindo a decisão e, sobretudo, o comunicado do Copom.
🏦 O corte da taxa Selic de 10,75% para 10,50%, era esperado. Contudo, a divisão do Copom em torno do tamanho da redução chamou a atenção do mercado.
O corte de 0,25 ponto percentual passou com o voto de quatro diretores e do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Os outros quatro diretores da autoridade monetária, no entanto, queriam um corte mais agressivo, de 0,50 ponto percentual.
Leia também: Copom rachado e sem guidance: Veja análise do mercado
Os quatro diretores que preferiam levar a Selic para 10,25% foram indicados pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por isso, o mercado avalia que o racha indica o comportamento que o Copom deve adotar a partir de 2025, quando terá um novo presidente e dois novos diretores.
Até lá, no entanto, o cenário é incerto, porque o Copom retirou o seu forward guidance. Ou seja, não deu nenhuma indicação para a próxima reunião. Disse apenas que o tamanho do corte dos juros vai depender dos dados e das expectativas de inflação.
Nos Estados Unidos, o clima foi diferente. É que o número de pedidos de auxílio desemprego aumentou, reforçando a tese de um mercado de trabalho menos aquecido, o que pode pressionar o Fed (Federal Reserve) a cortar os juros. Veja o fechamento:
O Ibovespa caiu mesmo com Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) subindo nesta quinta-feira (9). As ações ordinárias da Petrobras saltaram 1,76% e as preferenciais, 0,97%. Já a mineradora avançou 0,81%.
Destaque também para a Casas Bahia (BHIA3), que avançou 2,30% com a redução do prejuízo líquido no primeiro trimestre. Veja outras altas do dia:
Por outro lado, o Banco do Brasil (BBAS3) caiu 4,37%, mesmo depois de anunciar um lucro líquido de R$ 9,3 bilhões no primeiro trimestre. A avaliação do mercado é de que o balanço foi sólido, mas não tão bom quanto nos últimos trimestres.
Já a Lojas Renner (LREN3) desabou 6,47%, após mostrar preocupação com os impactos das chuvas no Rio Grande do Sul e terminou o dia recuando 6,47%. E a Cogna (COGN3), que chegou a cair mais de 10% no intraday por causa da alta dos juros futuros, fechou o dia com um baque de 5,65%.
Veja outras baixas do dia:
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