CMN altera normas no Proagro com economia de R$ 2 bilhões

Essas alterações envolvem desde a redução do limite obrigatório de adesão ao programa até ajustes no método de comprovação da compra de insumos.

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Publicado em 09/04/2024 às 07:00h - Atualizado em 11/09/2025 às 16:03h Publicado em 09/04/2024 às 07:00h Atualizado em 11/09/2025 às 16:03h por Jennifer Neves
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🚜 O CMN (Conselho Monetário Nacional) realizou modificações nas diretrizes do Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária), abrangendo as resoluções 5.126, 5.127, 5.128 e 5.125, durante uma reunião extraordinária ocorrida nesta segunda-feira (8), conforme comunicado emitido pelo Banco Central.

Essas alterações envolvem desde a redução do limite obrigatório de adesão ao programa até ajustes no método de comprovação da compra de insumos.

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De acordo com informações da autoridade monetária, as revisões nas regulamentações do programa entrarão em vigor em 1º de julho deste ano, coincidindo com o início do ano safra 2024/25. Estas medidas são estimadas para resultar em uma economia de cerca de R$ 935 milhões no segundo semestre deste ano e de R$ 2 bilhões em 2025, conforme projeção do BC.

Na prática, o Proagro representa uma forma de seguro rural direcionado aos produtores rurais de pequeno e médio porte. O financiamento do programa é proveniente de recursos do Tesouro Nacional e visa garantir o pagamento das obrigações de crédito rural para custeio aos produtores que sofreram perdas na produção e enfrentaram dificuldades para quitar os empréstimos devido a questões climáticas, pragas ou doenças.

Desde o início do ano, o Governo Federal tem destacado a necessidade de revisão do programa, que contribuiu para o déficit nas contas públicas em 2023 e foi alvo de investigação pelo Tribunal de Contas da União.

No documento extra publicado nesta segunda-feira, o CMN reduziu o limite obrigatório de adesão ao Proagro de R$ 335 mil por ano para R$ 270 mil por ano agrícola. Segundo o Banco Central, essa medida visa reduzir a sobreposição do programa em relação ao PSR (Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural) e ampliar o foco nos agricultores familiares e pequenos produtores.

O BC afirmou que "as projeções indicam que o público com operações acima do limite proposto poderá ser atendido pelas seguradoras privadas, inclusive com o subsídio do PSR".

Além disso, houve redução de 25% e 50% nos pagamentos de indenizações em operações de emergência durante os períodos de Zarc (Zoneamento Agrícola de Risco Climático) com riscos de 30% e 40%, respectivamente, devido ao maior risco dessas operações.

O CMN também diminuiu o teto anual para pagamento da Garantia de Renda Mínima em operações do Proagro Mais para R$ 9 mil. A partir do próximo dia 1º de julho, a comprovação para o recebimento de indenização dispensará a apresentação de comprovantes de aquisição de insumos, com dedução padrão de 5%.