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O mercado financeiro continua em plena atualização, sempre buscando maneiras de inovar e entregar novas opções aos investidores. Uma delas é o chamado mercado preditivo, que funciona como um mercado de opiniões, em que o palpite pode virar rendimento na carteira.
Uma das empresas que atuam neste segmento é a Kalshi, criada pela brasileira Luana Lopes Lara, considerada a pessoa mais jovem a alcançar a casa dos bilhões em fortuna. Nesta semana, ela participou do Web Summit, no Rio de Janeiro, evento que reúne nomes do mundo dos negócios para discutir o futuro.
Em entrevista a vários veículos de imprensa, Luana defendeu a atuação das empresas deste segmento, destacando que é mais uma opção para os investidores. O argumento vem depois que vários países decidiram vetar a atuação dessas plataformas, muitos as enquadrando como casas de apostas.
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“Uma questão que sempre levantamos é: banir algo é empurrar isso para fora dos Estados Unidos. Isso faria com que as pessoas, em vez de terem um lugar seguro para poderem negociar, ver os dados e ter exposição para o que vai acontecer no futuro, vão olhar para uma empresa fora dos Estados Unidos, sem controle de quem participa, sem proteção. Isso é muito mais perigoso”, disse, em entrevista ao InfoMoney.
“Os países vão ter que escolher: a atividade vai acontecer. Se você quer que aconteça fora, sem supervisão nenhuma, você não consegue ver o que está acontecendo, ou dentro do país. E é por isso que eu acho que é muito importante ter essa mentalidade aberta, como nos Estados Unidos”, continuou Lopes.
No Brasil, a companhia está proibida de oferecer seus serviços, de acordo com regra do Banco Central que impôs limites ao mercado de previsão. No entanto, tem planos de abrir um escritório aqui e conversar com o governo para discutir sua regulamentação no país.
“Queremos vir para o Brasil. Esperamos vir para o Brasil em breve, mas vamos trabalhar com o governo”, disse Luana, durante sua apresentação no Web Summit. “Muitos países estão exatamente onde os Estados Unidos estavam em 2018 e 2019, quando começamos a empresa. Foram anos de educação dos reguladores, do público, da mídia e da indústria”, lembrou.
E o Brasil não é o único lugar onde a empresa se vê em alguns anos, já que tem planos de ampliar ainda mais sua participação em outros mercados. O foco é fazer frente à Polymarket e garantir a liderança no mercado preditivo.
“Nossa estrela norte é ser a maior exchange de derivativos do mundo. Queremos expandir o que as pessoas podem negociar, ter estruturas de mercados diferentes, como futuros perpétuos, e atrair liquidez institucional. Vemos um futuro onde qualquer tese ou opinião que você tenha sobre o futuro, você vai conseguir achar um mercado na Kalshi”, conclui a mineira radicalizada nos EUA.
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