Casas Bahia coloca executivos sob escolta após credor ameaçar diretores
A decisão veio após a cúpula da varejista sofrer ameaças de um gestor de fundos credores, segundo apuração do Valor Econômico.
🚨 O banco norte-americano JPMorgan comunicou nesta quinta-feira (24), a redução de sua posição acionária na Casas Bahia (BHIA3).
Com a venda de 71 mil instrumentos derivativos lastreados em ações ordinárias, a participação do grupo passou de 5% para 4,93% do capital total da varejista.
De acordo com o documento enviado ao mercado, a decisão tem caráter exclusivamente de investimento, sem intenção de influenciar o controle ou a administração da companhia.
O movimento do JPMorgan ocorre após um primeiro semestre marcado por forte oscilação nas ações da Casas Bahia.
Os papéis da empresa subiram mais de 200% no início de 2025, impulsionados por movimentações de grandes investidores, como Rafael Ferri (GTF Capital) e Michael Klein, herdeiro do fundador da rede.
No entanto, as ações recuaram cerca de 70% logo em seguida, refletindo a fragilidade da estrutura financeira da empresa e a percepção de risco elevado.
No acumulado de 2025, os papéis da Casas Bahia registram uma queda de 8,73% na B3.
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No primeiro trimestre de 2025 (1T25), a Casas Bahia apresentou prejuízo líquido de R$ 408 milhões, resultado acima do esperado por analistas.
A dívida bruta da companhia somava R$ 4,4 bilhões, com alavancagem de 1,6 vez sobre o Ebitda — patamar que representa risco elevado para investidores.
📈 Como parte do esforço para reduzir essa alavancagem, a varejista anunciou em junho um acordo com credores para conversão de dívidas em ações, movimento que pode aliviar o caixa e melhorar a estrutura de capital no médio prazo.
A decisão veio após a cúpula da varejista sofrer ameaças de um gestor de fundos credores, segundo apuração do Valor Econômico.
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