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Braskem (BRKM5) registrou queda de 18% no volume de vendas dos principais produtos químicos no mercado brasileiro no terceiro trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado. Entre julho e setembro, foram comercializadas 574 mil toneladas, ante 700 mil toneladas no terceiro trimestre de 2025, segundo relatório de produção e vendas.
O resultado também representa uma redução de 4% em relação ao segundo trimestre de 2026, quando as vendas somaram 598 mil toneladas. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, o volume chegou a 1,794 milhão de toneladas, recuo de 9% frente ao mesmo intervalo de 2025.
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De acordo com a Braskem, a retração anual foi influenciada principalmente pelo menor volume comercializado de gasolina, benzeno e paraxileno. No caso da gasolina, a companhia priorizou vendas de produtos com maior valor agregado. Já o benzeno foi afetado pelo fechamento permanente de uma unidade de um cliente.
Na comparação trimestral, a queda também foi explicada pela redução nas vendas de gasolina e paraxileno. Em contrapartida, os volumes de cumeno e eteno avançaram. O primeiro foi beneficiado pela retomada das compras de um cliente após uma parada programada de manutenção no segundo trimestre. Já o eteno teve aumento de demanda no mercado brasileiro.
Vendas de resinas avançam no Brasil
Em sentido contrário ao desempenho dos principais químicos, as vendas de resinas no mercado brasileiro cresceram 12% em relação ao segundo trimestre e 9% na comparação anual, alcançando 854 mil toneladas no período.
Segundo a companhia, o avanço reflete a estratégia comercial voltada à ampliação de participação em segmentos prioritários no país. As exportações de resinas também aumentaram: foram 240 mil toneladas, alta de 37% frente ao trimestre anterior e de 5% em relação ao terceiro trimestre de 2025.
As exportações de principais químicos somaram 67 mil toneladas, avanço de 11% na comparação trimestral e de 56% em um ano. A Braskem atribuiu o resultado à maior disponibilidade de benzeno, gasolina e paraxileno para venda no exterior, diante da menor demanda no mercado brasileiro e de oportunidades comerciais pontuais.
Nos Estados Unidos e na Europa, as vendas de polipropileno totalizaram 489 mil toneladas, queda de 2% frente ao segundo trimestre e de 1% em relação ao mesmo período de 2025. A Braskem relacionou o desempenho à menor disponibilidade de produtos na Europa, após um evento climático afetar a logística e restringir a oferta de propeno.