Braskem (BRKM5) diz que ainda não decidiu sobre reestruturação da dívida; veja
As informações também já haviam sido mencionadas no relatório financeiro trimestral.
A Braskem (BRKM5) está reformulando a sua diretoria executiva. A petroquímica ganhou um novo presidente nesta semana e agora pretende substituir quatro diretores, além do COO (Chief Compliance Officer).
🧑💼 Roberto Ramos assumiu o comando da Braskem em 1º de dezembro, no lugar de Roberto Bischoff, e logo indicou que faria mudanças na diretoria "com o objetivo de buscar acelerar a implementação de iniciativas de eficiência para enfrentamento ao ciclo de baixa petroquímico, alinhadas com o atual direcionamento estratégico".
A reformulação envolve tanto a redução do número de diretorias, quanto a troca de diretores. Além disso, serão realizadas outras "mudanças pontuais em cargos em controladas e posições não estatutárias", segundo a Braskem.
Com isso, dos cinco diretores estatutários que estão na empresa no momento, apenas Carlos José do Nascimento Travassos deve continuar no posto. Os demais devem ser substituídos. E os indicados pelo novo CEO para essas posições foram anunciados nesta quarta-feira (4).
Veja os indicados para a diretoria da Braskem:
Em comunicado, a Braskem ressaltou que todas as mudanças seguirão o rito de governança da empresa. Isto é, a nomeação dos novos diretores será submetida ao Comitê de Pessoas e Organização e ao Conselho de Administração da empresa, assim como a nomeação do novo CCO será levada ao Comitê de Conformidade e Auditoria Estatutário.
Ainda assim, a expectativa é de que os novos diretores assumam ainda neste mês de dezembro.
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Segundo a Novonor, "a nomeação dos novos Diretores Executivos não altera os planos relativos à eventual transação envolvendo o controle da Companhia".
Em recuperação judicial, a Novonor pretende vender a sua participação de 38,3% na Braskem e tinha isso em mente quando indicou o novo CEO da petroquímica. Afinal, Roberto Ramos comandou a empresa de óleo e gás Ocyan por cinco anos e, nesse intervalo, concluiu o processo de desinvestimento da Novonor no negócio.
Com 36,1% da Braskem, a Petrobras (PETR4) era vista como uma potencial candidata à operação. Contudo, já indicou que não tem interesse no negócio e que prefere ter um "parceiro operacional relevante", com conhecimento do mercado petroquímico.
Diante disso, notícias indicam que a companhia estaria discutindo a criação de um fundo, com as ações que deu como garantia aos bancos credores na recuperação judicial, para atrair um novo investidor. A Braskem, no entanto, disse na segunda-feira (2) que não conduz negociações desse tipo.
As informações também já haviam sido mencionadas no relatório financeiro trimestral.
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