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Braskem (BRKM5) afirmou que ainda não há qualquer definição sobre uma eventual recuperação judicial da subsidiária mexicana Braskem Idesa, apesar das discussões em andamento para reorganizar a estrutura de capital da operação no México.
O esclarecimento foi enviado à B3 e à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) após questionamentos sobre reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico envolvendo a possibilidade de um processo de Chapter 11 nos Estados Unidos.
Segundo o comunicado, a companhia vem avaliando diferentes alternativas para enfrentar os desafios financeiros da Braskem Idesa, impactada pelas condições da indústria petroquímica global e por fatores externos que afetaram suas operações.
A empresa informou que, desde 2025, contratou assessores financeiros e jurídicos especializados para apoiar as negociações com credores e discutir uma reorganização da estrutura de capital da subsidiária. A Braskem também relembrou que a Braskem Idesa deixou de pagar juros programados de títulos com vencimento em 2029 e 2032.
Além disso, nas informações trimestrais divulgadas em 13 de maio deste ano, a companhia já havia citado a análise de possíveis medidas protetivas, incluindo um eventual Chapter 11 sob a legislação norte-americana.
Outro ponto abordado no comunicado envolve o financiamento da TQPM ( Terminal Químico Puerto México), estrutura usada para a construção de um terminal de importação de etano no México.
A Braskem informou que forneceu garantia por meio de um contrato de suporte de capital que, ao fim de março de 2026, cobria 50% do saldo do financiamento da TQPM, enquanto os outros 50% estavam garantidos pelo segundo acionista do projeto até a conclusão das garantias previstas no contrato.
A companhia destacou ainda que, após o cumprimento dessa etapa, poderá ser necessário fornecer suporte para cobrir pagamentos mensais do contrato firmado entre Braskem Idesa e TQPM, limitado ao saldo devedor do financiamento.
Apesar das negociações com credores seguirem em andamento e das potenciais medidas poderem gerar impactos para a holding, inclusive sobre o controle acionário da Braskem Idesa, a petroquímica reforçou que “não há qualquer decisão” sobre qual alternativa será implementada.