Dados divulgados pela ANP mostram que o Brasil bateu recorde na produção de petróleo e gás natural ao longo do mês de junho. A autarquia informou ao mercado que foram produzidos 5,8 milhões de barris de óleo por dia, o que jamais foi visto antes na história do país.
O grande destaque do mês continuou sendo o pré-sal, que foi responsável por 82% de toda a produção. Isso representa 4,7 milhões de boe/d, um avanço de 4,2% em relação ao resultado de maio.
O campo de Búzios, na Bacia de Santos, entregou ao mercado 1,02 milhão de barris por dia, liderando na categoria de petróleo. Por outro lado, o campo de Mero foi o maior produtor de gás, com 48,7 milhões de metros cúbicos diários.
"No mês, os campos marítimos produziram 98,1% do petróleo e 87,6% do gás natural. Os campos operados pela Petrobras, sozinha ou em consórcio com outras empresas, foram responsáveis por 87,08% do total produzido. A produção teve origem em 6.579 poços, sendo 608 marítimos e 5.971 terrestres”, diz o comunicado da ANP.
O recorde aconteceu em um momento bastante significativo, no qual o preço do petróleo no mercado internacional também avançou de forma importante. Dado o contexto da guerra no Irã, o barril do tipo Brent chegou a ser negociado acima dos US$ 120 nas últimas semanas, conforme os monitores internacionais.
Os números, no entanto, não foram suficientes para segurar a cotação das principais empresas de petróleo do país. Com o avanço das negociações para o fim da guerra, o preço do petróleo recua desde a última segunda-feira (3), fazendo com que os papéis na B3 também acompanhem o movimento.
Nesta terça, as ações da
Petrobras (PETR4), por exemplo, operam com baixa de 1,2%, aos R$ 42,50. Quem sofre ainda mais é a
Brava Energia (BRAV3), que perde 5% do seu valor de mercado e negocia as ações abaixo dos R$ 19, ainda de acordo com a B3.
Neste pregão, o barril do tipo Brent também recua na faixa de 5%. O item é comprado e vendido no mercado internacional por menos de US$ 80, conforme indicam os monitores do setor de commodities.