💰 Um universo de 105 empresas globais com forte exposição à América Latina, mas listadas fora da região, concentra valor de mercado de aproximadamente US$ 1,3 trilhão e vem sendo negligenciado por investidores.
A avaliação é do Bradesco BBI, que classifica o segmento como um relevante "ponto cego" no radar dos mercados globais.
Segundo o relatório, esse conjunto de companhias supera o próprio MSCI LatAm, referência tradicional da região, apresentando o valor de mercado cerca de 10% maior e volume médio diário de negociação 65% superior ao do índice regional, indicando maior liquidez e potencial de acesso para investidores globais.
Baixa cobertura de analistas abre espaço para geração de alfa
Na avaliação do banco, a pouca atenção de analistas e de investidores tradicionais a esse universo pode abrir espaço para retornos acima da média. O estudo aponta desde empresas diretamente ligadas ao crescimento de
commodities até companhias digitais e de consumo beneficiadas pela expansão econômica e pela digitalização da região.
Do ponto de vista setorial, o universo offshore tem maior peso em materiais e consumo e menor exposição relativa ao setor financeiro em comparação ao MSCI LatAm. Geograficamente, é menos concentrado no Brasil e mais diversificado no México, regiões andinas e mercados de fronteira como Caribe e América Central.
Agibank, PicPay, Stone e Ternium se destacam
Com base em critérios de valor, crescimento e qualidade, o BBI identifica Parex, PicPay e Adecoagro entre as mais atrativas do universo. As principais escolhas dos analistas também incluem Ternium, Agibank e Stone.
"As principais escolhas dos analistas da Bradesco BBI, listadas no exterior e com maior potencial de valorização, incluem a AGI, que realizou recentemente seu
IPO e onde vemos oportunidades no segmento de empréstimos consignados do INSS, e a
PicPay (PICS), com forte alavancagem de crédito e engajamento com os clientes. Também destacamos a
Stone (STNE), onde observamos volumes melhores, e a
Ternium (TX), que apresenta uma forte recuperação de lucros, contrária ao consenso, impulsionada pelo México (50% de Ebitda)", avalia o banco.
📈 O universo também inclui companhias como Royal Caribbean, com forte exposição ao Caribe; Lithium Argentina, focada em lítio; e Constellation Oil, que atua no mercado offshore brasileiro.