Novo Desenrola já renegociou R$ 12 bilhões em dívidas, diz governo

Programa alcançou mais de 1 milhão de CPFs e oferece descontos de até 90%.

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Publicado em 22/05/2026 às 11:54h Publicado em 22/05/2026 às 11:54h por Wesley Santana
Renegociação de dívidas é feita diretamente com as empresas credoras (Imagem: Shutterstuck)
Renegociação de dívidas é feita diretamente com as empresas credoras (Imagem: Shutterstuck)

Nesta quinta-feira (22), o governo federal informou que a nova etapa do programa Desenrola já facilitou a negociação de R$ 12 bilhões em dívidas. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, mais de 1 milhão de CPFs já foram alcançados pela iniciativa, que tem foco em diminuir o endividamento familiar no Brasil.

Na atualização feita pela pasta, houve destaque para o pagamento de dívidas à vista, que somaram 449 mil títulos. No total, esses itens tiveram um desconto médio de 85%, já que caíram de R$ 1,06 bilhão para R$ 154,2 milhões.

Houve grande procura também entre os beneficiários do Fies (Financiamento Estudantil), que somaram 34 mil contratos renegociados. Neste caso, as dívidas somavam R$ 2,04 bilhões e caíram para R$ 410 milhões com o Desenrola.

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A expectativa é que, nos próximos dias, o volume de negociações ganhe ainda mais tração por causa da liberação do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). Os trabalhadores poderão usar parte do saldo mantido na carteira para quitar parcelas em aberto.

Segundo as regras do governo, até 20% do montante acumulado ou R$ 1 mil poderão ser usados no programa. Com isso, a estimativa da Fazenda é que R$ 8,2 bilhões do fundo sejam destinados ao pagamento de dívidas.

Diversos bancos, empresas de telefonia e de outros setores participam deste Novo Desenrola, que está direcionado a quem ganha até 5 salários mínimos. As dívidas englobadas neste sistema precisam estar vencidas há mais de três meses, conforme destacou o governo.

As promoções estão sendo oferecidas diretamente pelas empresas ou em aplicativos de crédito, como o Serasa. Por lá, os credores podem receber descontos de até 90% em suas pendências.

“O programa permite a renegociação de débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC), contratados até 31 de janeiro de 2026 e com atraso entre 91 dias e 2 anos. Os participantes podem obter descontos de até 90%, taxa máxima de juros de 1,99% ao mês, prazo de até 48 meses para pagamento, e possibilidade de utilização de parte do saldo do FGTS para amortização parcial ou quitação das dívidas. O objetivo é promover a recuperação financeira das famílias e reduzir os índices de inadimplência no país”, diz o governo.

Fé na negociação

Um levantamento do Datafolha mostrou que 1 em cada 7 brasileiros disseram estar otimistas com o Desenrola. Durante a pesquisa, mesmo quem não tinha dívidas declarou que eventualmente poderia ver suas finanças impactadas pelas ações do programa.

Parte desses entrevistados deu sua resposta correlacionando o programa com algum familiar ou amigo que está endividado. Diante disso, a percepção sobre os benefícios do programa para a economia brasileira superou a aprovação do próprio presidente Lula.

Na divisão por faixa etária, a pesquisa ainda mostrou que 60% dos jovens disseram acreditar que o programa traria algum tipo de benefício para suas finanças pessoais. O número também chama atenção entre quem está na faixa de renda de até dois salários mínimos.