Azul anuncia estreia na NYSE American em 1º de junho após concluir reestruturação

Desde 2024, a Azul busca otimizar seu capital sob a pressão do dólar alto, combustível caro e o forte endividamento do setor aéreo.

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Publicado em 26/05/2026 às 19:30h Publicado em 26/05/2026 às 19:30h por Matheus Silva
A empresa reiterou ainda o plano de realizar uma migração para a principal bolsa da NYSE (Imagem: Shutterstock)
A empresa reiterou ainda o plano de realizar uma migração para a principal bolsa da NYSE (Imagem: Shutterstock)
✈️ A Azul (AZUL3) anunciou na noite desta terça-feira (26), que teve aprovada a listagem de suas ações ordinárias e ADSs (American Depositary Shares) na NYSE American, bolsa ligada à New York Stock Exchange. 
A estreia está prevista para 1º de junho de 2026, sob o ticker "AZUL", quando os papéis deixarão de ser negociados no OTC Markets, mercado de balcão dos EUA.
"A nossa listagem na NYSE American marca um momento decisivo para a Azul, à medida que saímos do nosso processo de reestruturação com uma posição financeira mais sólida", afirmou John Rodgerson, CEO da companhia.
A empresa reiterou ainda o plano de realizar um uplist, migração para a principal bolsa da NYSE, no início de julho de 2026, quando espera atender a todos os requisitos de listagem aplicáveis. 
A NYSE American funciona como porta de entrada para empresas em processo de fortalecimento de governança e estrutura de capital antes de uma eventual migração para a New York Stock Exchange principal.

Listagem marca o encerramento de longo processo de reestruturação

A Azul vinha tentando potencializar sua estrutura de capital desde 2024, em meio à pressão causada pela alta do dólar, aumento do custo do combustível de aviação e elevado endividamento do setor aéreo brasileiro. 
Ao longo de 2025 e 2026, a empresa avançou em amplo processo de reorganização de passivos, incluindo acordos para conversão de dívidas, renegociação de leasing de aeronaves e captações voltadas ao reforço de liquidez.
A listagem na NYSE American representa, segundo a companhia, mais um passo na reconstrução da confiança do mercado internacional, além de ampliar a visibilidade da Azul entre investidores estrangeiros e aumentar a liquidez de seus papéis no exterior.
📈 As ações da Azul seguirão listadas normalmente na B3, e a companhia afirmou que os atuais acionistas não precisarão adotar qualquer medida em decorrência da nova listagem.