Axia (AXIA3) pode distribuir R$ 20 bi ao ano em dividendos, diz Itaú BBA

Para o Itaú BBA, a Axia pode pagar R$ 20 bilhões por ano até 2030, garantindo retorno de 13% em dividendos mesmo com juros altos.

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Publicado em 10/08/2026 às 18:12h Publicado em 10/08/2026 às 18:12h por Matheus Silva
O banco vê na alta volatilidade dos últimos dias um bom ponto de entrada na ação (Imagem: Shutterstock)
O banco vê na alta volatilidade dos últimos dias um bom ponto de entrada na ação (Imagem: Shutterstock)
💰 O Itaú BBA manteve a recomendação de compra para as ações da Axia Energia (AXIA3) e elevou o preço-alvo dos papéis de R$ 50,30 para R$ 75,20 ao fim de 2026, o que implica potencial de valorização de quase 42% em relação ao patamar atual. 
Na avaliação do banco, a forte volatilidade registrada nos últimos meses criou uma janela de entrada atrativa para os papéis. A revisão do preço-alvo acompanha uma mudança na forma como o banco enxerga o valor gerado pela companhia. 
Para o BBA, a tese de investimento se consolida à medida que o valor da Axia passa a ser medido mais pela disponibilidade de geração do que pelo volume produzido, conceito que valoriza a capacidade das hidrelétricas de operar com flexibilidade e suprir déficits de potência nos momentos de maior demanda do sistema elétrico brasileiro.
Os analistas destacam que as mudanças no balanço energético intradiário brasileiro e o spread capturado pela geração hidrelétrica reforçaram a atratividade de ativos capazes de oferecer flexibilidade ao sistema. 
Essa capacidade de acionar a geração nos momentos de pico, quando os preços de curto prazo são mais altos, é o principal diferencial competitivo que o banco enxerga na Axia.

BBA projeta até R$ 20 bi em dividendos por ano

A perspectiva de remuneração aos acionistas é outro pilar central da tese. Segundo o Itaú BBA, a Axia poderia distribuir até R$ 20 bilhões por ano entre 2027 e 2030, o que corresponderia a um dividend yield médio de 13% no período, nível expressivo mesmo em um ambiente de juros elevados.
O banco também revisou suas premissas para os preços da energia, passando a projetar R$ 290/MWh em 2027, R$ 280/MWh em 2028, R$ 255/MWh em 2029 e R$ 240/MWh a partir de 2030.
💲 Apesar da visão positiva, o relatório aponta riscos que merecem atenção. A contratação de energia em volume elevado, a possibilidade de intervenção política no setor e a liquidez do mercado de balcão (OTC). O banco mantém, mesmo assim, postura construtiva para o papel.