As ações do IBOV que mais subiram e caíram na 1ª semana de guerra no Irã

O conflito pressiona o petróleo e o acesso ao Oriente Médio, causando efeitos mistos nas empresas brasileiras.

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Publicado em 07/03/2026 às 08:45h - Atualizado 6 minutos atrás Publicado em 07/03/2026 às 08:45h Atualizado 6 minutos atrás por Marina Barbosa
O Ibovespa caiu 5% na semana, mas uma ação subiu 35% (Imagem: Shutterstock)
O Ibovespa caiu 5% na semana, mas uma ação subiu 35% (Imagem: Shutterstock)
A escala dos conflitos no Oriente Médio sacudiu os mercados nesta semana, mas não terminou com perdas para todos os investidores.
📊 O Ibovespa apresentou o pior desempenho semanal em quase quatro anos, com um tombo de 5,08%. Já o dólar subiu 2,14% e voltou a ser negociado acima dos R$ 5,20, chegando a tocar nos R$ 5,34 na máxima semana.
petróleo, por sua vez, disparou e voltou a ser negociado acima dos US$ 90 o barril, garantindo ganhos de até 35% para as ações ligadas ao setor na B3.
O petróleo do tipo Brent subiu 27% e o WTI avançou 35% no acumulado da semana, devido à tensão envolvendo o Estreito de Ormuz
Localizada na costa do Irã, a rota é crucial para o escoamento da commodity e sofreu bloqueios diante do avanço da guerra. Por isso, analistas dizem que o barril de petróleo pode passar dos US$ 100 caso o conflito se prolongue.

As ações do IBOV que mais subiram na semana

O salto do petróleo levantou temores de uma alta da inflação, mas ajudou a sustentar as ações de óleo e gás de todo o mundo.
⛽ Na B3, as petroleiras e as distribuidoras de combustíveis fecharam a semana no azul. Porém, o maior ganho foi da Braskem (BRKM5).
A petroquímica pode enfrentar custos maiores com a alta do petróleo e ainda apresentou dados operacionais fracos recentemente. 
Contudo, passou a subir na Bolsa diante da perspectiva de que a guerra afete a produção de produtos petroquímicos no Oriente Médio, o que poderia favorecer empresas de outras regiões.
Na sexta-feira (6), a notícia de que o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou a venda do controle da Braskem para a IG4 Capital também mexeu com as ações.
Veja as ações do Ibovespa que mais subiram na semana:

E as que mais caíram

Afinal, a alta do petróleo pode afetar os preços dos combustíveis e do frete, o que pode pressionar os preços dos alimentos e dos bens industriais.
A guerra ainda influencia os preços dos fertilizantes usados no agronegócio, já que boa parte do insumo também passa pelo Estreito de Ormuz.
Por isso, o mercado passou a considerar a possibilidade de uma inflação mais forte ao longo do ano, o que pode significar menos cortes de juros.
Antes da guerra, a expectativa era de que o Copom (Comitê de Política Monetária) cortasse a Selic dos atuais 15,00% para 14,50% no próximo dia 18 de março.
Porém, a possibilidade de um corte menor dos juros, de 0,25 ponto percentual, passou a ganhar força no mercado diante do cenário atual. E esse cálculo pesou sobre ações sensíveis aos juros, como as do varejo
🥩 Os frigoríficos também caíram no acumulado da semana, diante do receio de que o conflito atrapalhe as exportações do setor. Afinal, o Oriente Médio é destino de uma parte significativa das exportações de carne e frango e os portos da região ainda permitem o acesso à Ásia, o principal comprador do produto.
A Vale (VALE3) também não passou ilesa pelo conflito, já que mantém ativos estratégicos no Oriente Médio, como uma planta com capacidade de distribuir 40 milhões de toneladas de produtos de minério de ferro por ano.
Ainda assim, o maior baque da semana foi da Raízen (RAIZ4), que admitiu a possibilidade de pedir recuperação extrajudicial mesmo após um aporte bilionário dos seus controladores, o que também acabou pesando para a Cosan (CSAN3).
Veja as ações do IBOV que mais caíram na semana: