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Apple (AAPL34) e a
Nvidia (NVDC34) protagonizaram nesta sexta-feira (17) uma disputa inédita pelo título de empresa mais valiosa do mundo. Em determinado momento do pregão, a fabricante do iPhone chegou a ultrapassar temporariamente a rival em valor de mercado, antes de as posições voltarem a se inverter.
As ações da Nvidia chegaram a cair cerca de 3% nas primeiras horas do pregão, diminuindo seu valor de mercado para US$ 4,84 trilhões, enquanto a Apple alcançou cerca de US$ 4,88 trilhões.
O movimento, ainda que temporário, ilustra uma virada de narrativa que vem se construindo ao longo de 2026.
Apple sobe 22% no ano enquanto Nvidia avança apenas 7%
As duas empresas tiveram desempenhos bastante distintos em 2026. As ações da Apple acumulam alta de 22% no ano, superando o mercado à medida que investidores passaram a premiar a estratégia da empresa em
inteligência artificial e seu modelo de investimentos mais leve, em um momento em que companhias ampliam os gastos com infraestrutura para IA.
Os papéis da Apple também renovaram máximas nesta semana, após o HSBC elevar a recomendação da ação para compra, citando os novos recursos de inteligência artificial da empresa e uma forte carteira de lançamentos de produtos.
"Esse impulso da inteligência artificial chega no momento certo, quando acreditamos que a Apple possui uma das linhas de produtos mais inovadoras dos últimos anos", escreveram analistas do banco.
Já a Nvidia registra alta de apenas 7% em 2026. A fabricante de chips ficou relativamente à margem enquanto Wall Street passou a concentrar atenção em empresas ligadas à produção de chips de memória e infraestrutura para data centers, beneficiando companhias como
Micron Technology (MUTC34) e
Sandisk (SNDK).
Nvidia ocupava o posto de empresa mais valiosa desde 2025
A Nvidia havia assumido o posto de empresa mais valiosa do mundo em junho de 2025, quando ultrapassou a
Microsoft (MSFT34).
📊 Em outubro do mesmo ano, tornou-se a primeira companhia da história a atingir valor de mercado de US$ 5 trilhões. No mesmo mês, a Apple ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 4 trilhões, impulsionada pelas fortes vendas do iPhone.