Alta do petróleo faz EUA recuarem de sanções sobre Irã e Rússia

Moscou já teria lucrado mais de 7 bilhões de euros depois do conflito no Oriente Médio.

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Publicado em 24/03/2026 às 18:08h Publicado em 24/03/2026 às 18:08h por Wesley Santana
Rússia e Irã são dois dos maiores produtores de petróleo do mundo (Imagem: Shutterstock)
Rússia e Irã são dois dos maiores produtores de petróleo do mundo (Imagem: Shutterstock)

A guerra no Irã mexeu diretamente no bolso do consumidor norte-americano. Um dos impactos quase que imediatos foi o preço do petróleo que passou de US$ 100, fazendo com que o preço da gasolina nos postos de combustíveis o acompanhasse.

O conflito já dura mais tempo que o previsto pelos Estados Unidos, e agora o governo tem que adotar medidas que diminuam o impacto dos preços. Foi assim que o presidente Donald Trump decidiu por derrubar parte das sanções contra o petróleo produzido pelo próprio Irã, que é alvo dos ataques dos EUA e de Israel.

Até 19 de abril, 140 milhões de barris de petróleo iraniano poderão ser vendidos abertamente como forma de aumentar a oferta global. Washington entende que, abrindo este caminho, pode reduzir o preço da commodity no mercado internacional.

O mesmo acontece com vários produtos russos, que sofrem retaliação da União Europeia por causa da guerra contra a Ucrânia. Petróleo, gás e carvão russo foram liberados de sanções por 30 dias para aliviar possíveis desabastecimentos.

Nas últimas duas semanas, as receitas de Moscou com petróleo alcançaram o patamar de 7 bilhões de euros. Com isso, a União Europeia levanta preocupações de que o país consiga lucrar em decorrência dos ataques no Oriente Médio.

“Esta medida de curto prazo, de âmbito restrito, aplica-se apenas ao petróleo já em trânsito e não trará benefícios financeiros significativos para o governo russo, que obtém a maior parte das suas receitas energéticas através de impostos cobrados no ponto de extração", diz o secretária do Tesouro dos EUA, Scott Brent.