Volkswagen planeja demitir 100 mil funcionários; governo da Alemanha tenta barrar cortes

Montadora pretende fechar quatro fábricas no país, enquanto governo busca preservar empregos e unidades industriais.

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Publicado em 29/06/2026 às 12:35h Publicado em 29/06/2026 às 12:35h por Wesley Santana
Volkswagen é uma das principais fabricantes de automóveis do mundo (Imagem: Shutterstock)
Volkswagen é uma das principais fabricantes de automóveis do mundo (Imagem: Shutterstock)

No último fim de semana, a Volkswagen anunciou planos de demitir até 100 mil funcionários nos próximos anos. A empresa destaca que isso decorre do fato de que deve fechar quatro fábricas, todas na Alemanha.

Esse é um dos processos do programa de redução de custos que a companhia projetou para seu futuro. Diante do avanço das concorrentes chinesas e do tarifaço aplicado pelos Estados Unidos, foi preciso tomar algumas decisões para continuar navegando em um mar cada vez mais revolto.

Se confirmadas, as demissões podem representar um corte de um em cada seis funcionários da montadora. Esse seria um recorde no setor automotivo, mesmo em um momento de crescimento, sobretudo no segmento dos veículos elétricos.

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No entanto, o governo alemão já se movimenta para tentar reverter essa decisão da fabricante de carros. Nesta segunda-feira (29), um porta-voz de Berlim disse que deve haver esforços para que as unidades fabris continuem abertas e que os eventuais impactos sobre os empregos sejam minimizados.

O governo destacou que impor condições mínimas de concorrência pode fazer com que as empresas nacionais mantenham suas operações pelo menos no patamar atual. Além disso, está aberto a discutir incentivos fiscais para que os setores mantenham suas plantas em atividade.

No pregão de hoje, as ações da Volkswagen operam com forte baixa na Bolsa de Frankfurt, onde estão listadas. Por volta das 11h, os papéis eram negociados a cerca de 72,60 euros, o que representa um recuo de 2,3% em relação ao fechamento da última sexta-feira, antes do anúncio.