Telefônica Brasil (VIVT3) aprova R$ 365 mi em JCP; veja como receber
Terão direito ao provento os acionistas com posição na companhia ao final do pregão de 27 de abril de 2026.
Para muitos pode parecer uma realidade distante, mas muita gente ainda mantém o serviço de telefone fixo no Brasil. No entanto, isso deve mudar nos próximos dias, quando a Vivo (VIVT3) deve encerrar a oferta deste produto.
A decisão da companhia vem depois que o número de assinantes do telefone fixo despencou no país. O espaço foi ocupado pelo telefone celular, que entrega mais mobilidade e baixo custo aos usuários.
O serviço será encerrado em 31 de dezembro, quando termina o regime de concessão do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC). A empresa passa a ser, portanto, não mais uma concessionária de telefone fixo, e sim uma operadora de regime privado com autorização.
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A Vivo deve manter o serviço fixo em algumas cidades do país, apenas aquelas onde atua como única operadora de telefonia fixa. Segundo o termo assinado, o serviço deve permanecer ativo até 2028 em 373 municípios, quando será descontinuado de vez.
“Temos compromissos de investimento em 5, 10 e até 20 anos, incluindo cobertura móvel, ‘backhaul’ de fibra e continuidade do serviço onde somos a única operadora”, afirmou ao jornal Correio do Estado.
A empresa firmou outro contrato com a Anatel, este para investimentos em outras frentes de telecomunicações. Ao longo dos próximos 20 anos, a empresa deve aportar cerca de R$ 4,5 bilhões em áreas como fibra óptica e aumento da cobertura da rede móvel no país.
A Vivo é uma das três maiores operadoras do país, com mais de 100 milhões de usuários, entre assinantes de internet banda larga e celular. Além disso, também avança para atuar em outros segmentos, como o financeiro.
Na semana passada, a Vivo informou que deve fazer uma redução de capital de quase R$ 4 bilhões. Desta forma, a companhia vai restituir os acionistas até 31 de julho de 2026, conforme fato relevante divulgado.
Essa é a segunda proposta de redução de capital feita pela companhia em cerca de um ano. Em novembro do ano passado, o Conselho de Administração já havia autorizado a mesma operação, mas com diminuição de R$ 2 bilhões em capital social.
“Esta operação de redução de capital social objetiva aprimorar a estrutura de capital da companhia, o que permitirá a flexibilização da alocação de seu capital, gerando equilíbrio entre sua necessidade de recursos e a geração de valor aos seus acionistas”, disse a companhia no fato relevante.
Terão direito ao provento os acionistas com posição na companhia ao final do pregão de 27 de abril de 2026.
A operadora passou a oferecer parcelamento em até 21 vezes para a compra de aparelhos celulares, acessórios e eletrônicos em geral.