Valdemar Costa Neto tem bens bloqueados pelo STF; Flávio Bolsonaro sai em defesa

Ministro Flávio Dino, da Suprema Corte, bloqueou bens do líder do PL por irregularidade em emendas parlamentares.

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Publicado em 10/07/2026 às 17:41h Publicado em 10/07/2026 às 17:41h por Lucas Simões
Flávio Bolsonaro acusa PF de atuação seletiva no caso de Valdemar Costa Neto (Imagem: Beto Barata/Partido Liberal)
Flávio Bolsonaro acusa PF de atuação seletiva no caso de Valdemar Costa Neto (Imagem: Beto Barata/Partido Liberal)
O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, teve seus bens bloqueados nesta sexta-feira (10) por ordem do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em reação nas redes sociais, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL/Rio de Janeiro) saiu em defesa do aliado político.
A decisão do ministro da Suprema Corte bloqueou R$ 119 milhões em bens atribuídos ao cacique político, como também suspendeu emendas parlamentares que teriam quaisquer tipos de elo com Valdemar Costa Neto, devido à sua suspeita de irregularidades.
Em meio às acusações que já envolvem a Polícia Federal, o líder nacional do PL negou, durante entrevista à CNN Brasil, a existência de quaisquer irregularidades no trato de emendas parlamentares.
“Não [indiquei]. Quando temos cidades pequenas que não têm representação em Brasília, é o líder do partido quem faz”, disse Valdemar Costa Netto. Atualmente, o presidente do maior partido político do Brasil não possui mandato de deputado federal ou senador.
Por sua vez, a decisão de bloqueio financeiro feita pelo ministro do STF teve por base as investigações da PF que identificaram ao menos 21 emendas parlamentares em benefício de Valdemar Costa Neto.
Todavia, o pré-candidato à Presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, classificou as investigações da PF sobre o presidente nacional de seu partido político como uma "atuação de forma seletiva", conforme postagem em sua conta oficial no X (antigo Twitter).
"Lamentável ver a PF atuando de forma seletiva para constranger um adversário político do atual governo. A Polícia Federal, que diz não ter efetivo, nem recursos para investigar as denúncias contra Lulinha, filho do presidente Lula, mais uma vez mobiliza recursos para atacar adversários do presidente. Essa perseguição precisa parar", escreveu Flávio Bolsonaro.