Comparando com as condições de mercado que os títulos públicos ofereciam no último dia 13 de abril até agora, o Tesouro Direto apresenta prejuízo de até -6% na marcação a mercado no decorrer de apenas sete pregões consecutivos, descontando o feriado de Tiradentes.
Quando as taxas sobem no Tesouro Direto, por um lado, fica mais atrativo realizar novos aportes para render juros compostos maiores. Todavia, o patrimônio já emprestado a taxas inferiores às atuais reflete em correção negativa, proporcionalmente maior a depender do prazo de vencimento.
Por isso, o
Tesouro Renda+ 2065 é quem acumula prejuízo de quase -6% nos últimos sete pregões, dado que sua taxa saltou de
IPCA+ 6,74% ao ano para
IPCA+ 6,83% ao ano. Já o seu preço unitário decaiu de R$ 215,60 para R$ 202,87, respectivamente.
Segundo o analista Rafael Passos, da gestora Ajax Asset, tamanha volatilidade nos investimentos de renda fixa aqui no Brasil também pode significar uma realização de lucros dos últimos pregões, quando o inverso acontecia: taxas em queda e lucros com marcação a mercado.
"Com o fluxo de
petróleo ainda comprometido nas principais rotas globais de energia, os investidores precificam disrupção mais longa de oferta. É natural essa acomodação, diante da velocidade e magnitude dos fluxos recentes, ainda que não signifique qualquer mudança mais estrutural", aponta o especialista.
Por ora, não seria incomum que os juros futuros aqui no Brasil registrassem saltos pontuais, assim como ativos em renda fixa global o fazem. Só os
títulos do governo dos Estados Unidos, com vencimento em 10 anos, voltaram a pagar 4,31% ao ano nesta quinta-feira, patamar que não era visto desde agosto de 2025.