Taxas do Tesouro Direto voltam a subir, com guerra se sobrepondo ao trade eleitoral

Movimento repercute sobretudo nos títulos prefixados do governo brasileiro.

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Publicado em 09/09/2026 às 14:16h Publicado em 09/09/2026 às 14:16h por Marina Barbosa
Tesouro Direto saiu de sequência de quedas após petróleo bater nos US$ 100 (Imagem: Shutterstock)
Tesouro Direto saiu de sequência de quedas após petróleo bater nos US$ 100 (Imagem: Shutterstock)
As taxas do Tesouro Direto voltaram a subir nesta quarta-feira (9), após uma sequência de quedas que destravou ganhos na marcação a mercado.
O gatilho para a virada veio do Oriente Médio. É que o confronto entre os Estados Unidos e o Irã se intensificou, inclusive com ataques a instalações de petróleo. 
⛽ Com isso, os preços da commodity dispararam e o Brent voltou a ser negociado acima de US$ 100 o barril, o que não acontecia desde maio. 
A escalada reacendeu o temor inflacionário no mercado, derrubando as bolsas e elevando as taxas futuras de juros, justamente nas vésperas de mais uma Super-Quarta.
Fed (Federal Reserve) e Copom (Comitê de Política Monetária) se reúnem na próxima semana para definir as suas taxas básicas de juros. A expectativa é de alta dos juros americanos e de queda da Selic.

O impacto no Tesouro Direto

📊 No Tesouro Direto, o movimento interrompeu a sequência de quedas deflagrada pelo chamado trade eleitoral.
As taxas da renda fixa brasileira caíram ao menor nível desde maio nos últimos dias, na esteira da divulgação de pesquisas eleitorais que mostraram o acirramento da corrida eleitoral.
A pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (9) reforçou essa aposta, ao mostrar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) empatados no primeiro e no segundo turno das eleições presidenciais.
Ainda assim, o cenário internacional acabou se sobrepondo na abertura do mercado de renda fixa brasileira.

Taxa a taxa 

📈 A alta de juros repercutiu sobretudo nos títulos prefixados do Tesouro Direto, com o rendimento do Prefixado 2029 subindo de 13,73% para 13,82% ao ano e o do Prefixado 2032 saindo de 14,04% para 14,14% ao ano.
No caso dos títulos públicos atrelados à inflação, apenas a opção com vencimento mais longo passou a pagar mais aos novos investidores.
A taxa do Tesouro IPCA+ 2050 subiu de 7,25% para 7,30% ao ano. Já a do IPCA+ 2040 cedeu de 7,29% para 7,28% ao ano e a do IPCA+ 2032 caiu de 7,77% para 7,73%.

Veja o retorno dos títulos do Tesouro Direto em 9 de setembro de 2026:

Títulos com liquidez diária

  • Tesouro Selic 2031 = Aporte mínimo de R$ 197,80 (Rentabilidade: Selic + 0,0730% ao ano)

Títulos pré-fixados

  • Tesouro Prefixado 2029 = Aporte mínimo de R$ 7,43 (Rentabilidade: 13,82% ao ano)
  • Tesouro Prefixado 2032 = Aporte mínimo de R$ 4,97 (Rentabilidade: 14,14% ao ano)
  • Tesouro Prefixado 2037 com juros semestrais = Aporte mínimo de R$ 8,08 (Rentabilidade: 14,17% ao ano)

Títulos indexados à inflação

  • Tesouro IPCA+ 2032 = Aporte mínimo de R$ 30,51 (Rentabilidade: IPCA+ 7,73% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2040 = Aporte mínimo de R$ 17,87 (Rentabilidade: IPCA+ 7,29% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2050 = Aporte mínimo de R$ 8,85 (Rentabilidade: IPCA+ 7,30% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2037 com juros semestrais = Aporte mínimo de R$ 43,42 (Rentabilidade: IPCA+ 7,48% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2045 com juros semestrais = Aporte mínimo de R$ 42,08 (Rentabilidade: IPCA+ 7,36% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2060 com juros semestrais = Aporte mínimo de R$ 40,15 (Rentabilidade: IPCA+ 7,31% ao ano)

Títulos para aposentadoria extra

  • Tesouro Renda+ 2030 = Aporte mínimo de R$ 19,97 (Rentabilidade: IPCA+ 7,41% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2035 = Aporte mínimo de R$ 14,19 (Rentabilidade: IPCA+ 7,32% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2040 = Aporte mínimo de R$ 10,10 (Rentabilidade: IPCA+ 7,26% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2045 = Aporte mínimo de R$ 7,17 (Rentabilidade: IPCA+ 7,24% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2050 = Aporte mínimo de R$ 5,11 (Rentabilidade: IPCA+ 7,21% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2055 = Aporte mínimo de R$ 3,63 (Rentabilidade: IPCA+ 7,19% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2060 = Aporte mínimo de R$ 2,56 (Rentabilidade: IPCA+ 7,20% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2065 = Aporte mínimo de R$ 1,81 (Rentabilidade: IPCA+ 7,20% ao ano)

Títulos para custear estudos

  • Tesouro Educa+ 2027 = Aporte mínimo de R$ 38,77 (Rentabilidade: IPCA+ 7,64% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2028 = Aporte mínimo de R$ 35,95 (Rentabilidade: IPCA+ 7,71% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2029 = Aporte mínimo de R$ 33,38 (Rentabilidade: IPCA+ 7,72% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2030 = Aporte mínimo de R$ 31,02 (Rentabilidade: IPCA+ 7,70% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2031 = Aporte mínimo de R$ 28,89 (Rentabilidade: IPCA+ 7,66% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2032 = Aporte mínimo de R$ 26,94 (Rentabilidade: IPCA+ 7,61% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2033 = Aporte mínimo de R$ 25,16 (Rentabilidade: IPCA+ 7,55% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2034 = Aporte mínimo de R$ 23,54 (Rentabilidade: IPCA+ 7,49% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2035 = Aporte mínimo de R$ 22,04 (Rentabilidade: IPCA+ 7,43% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2036 = Aporte mínimo de R$ 20,63 (Rentabilidade: IPCA+ 7,38% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2037 = Aporte mínimo de R$ 19,31 (Rentabilidade: IPCA+ 7,34% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2038 = Aporte mínimo de R$ 18,06 (Rentabilidade: IPCA+ 7,31% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2039 = Aporte mínimo de R$ 16,88 (Rentabilidade: IPCA+ 7,29% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2040 = Aporte mínimo de R$ 15,76 (Rentabilidade: IPCA+ 7,28% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2041 = Aporte mínimo de R$ 14,70 (Rentabilidade: IPCA+ 7,28% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2042 = Aporte mínimo de R$ 13,69 (Rentabilidade: IPCA+ 7,29% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2043 = Aporte mínimo de R$ 12,76 (Rentabilidade: IPCA+ 7,29% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2044 = Aporte mínimo de R$ 11,90 (Rentabilidade: IPCA+ 7,29% ao ano)