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Nesta semana, o Banco Central reduziu a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, levando a Selic ao patamar de 14,25% ao ano. Não há muitas perspectivas de grandes cortes para este ano, portanto, as empresas começam a trabalhar suas contas já neste cenário.
Os juros são um dos indicadores mais importantes para as companhias, que têm suas dívidas atreladas a eles. Quanto maior a taxa Selic, mais alto é o custo da dívida, que, em geral, está vinculada a esse indicador.
Para os investidores, a alavancagem é um dado interessante na hora de avaliar potenciais investimentos de renda variável. Olhar o tamanho da dívida da empresa pode dar um norte sobre a situação financeira da eventual aposta.
Na última quarta-feira (17), a XP Investimentos publicou um relatório que destaca quais são as companhias mais bem posicionadas da B3. No total, foram analisadas 140 empresas listadas na bolsa e que estão dentro da cobertura dos analistas da corretora.
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O melhor índice foi registrado pela Porto (PSSA3), que alcançou um score de 99,6 em uma escala que vai de 0 a 100. Já o pior desempenho foi demonstrado pela Auren Energia (AURE3), que conquistou um score de apenas 5,4, ainda segundo os analistas da XP.
“Desde o ano passado, temos favorecido de forma consistente o posicionamento em empresas de baixa alavancagem e alta qualidade, mesmo em meio ao forte rali das ações brasileiras ao longo desse período. Na nossa visão, essa preferência se tornou ainda mais relevante no cenário atual”, pontuaram.
Os analistas também fizeram um comparativo de setores, no qual Papel & Celulose levou a melhor, mostrando estar mais confortável em relação aos apertos monetários. Já a Construção Civil, por sua vez, apareceu com a menor resiliência entre os segmentos avaliados.
“No nível setorial, os resultados são, em grande parte, os esperados. Cíclicos domésticos, assim como setores ligados à infraestrutura, como Transportes e Utilidade Pública, tendem a ser os mais negativamente impactados por uma abertura da ponta curta da curva de juros. Por outro lado, setores ligados a commodities parecem consideravelmente mais resilientes, especialmente Papel & Celulose, que historicamente se beneficiou de altas nos juros, já que esses períodos frequentemente coincidem com momentos de depreciação do câmbio”, diz o relatório da XP.
A corretora ainda destaca que, na média das empresas que estão dentro da cobertura, a alavancagem está em 1,4x. Esse cenário mostra que a situação de liquidez está em um nível confortável, embora haja empresas que fujam dessa média.
“Analisamos diversos indicadores, como alavancagem financeira, cobertura de juros, entre outros, para as empresas do Ibovespa e sob cobertura da XP. Em termos agregados, essas métricas permanecem saudáveis e amplamente em linha com as médias históricas, tanto no nível consolidado quanto setorial, embora com algumas exceções. As estimativas dos nossos analistas setoriais da XP também não apontam para uma deterioração material da alavancagem financeira neste ano ou em 2027”, continuam Fernando Ferreira, Raphael Figueredo, Caio Souza e Antonio Mello, que assinam o documento.
| Empresa (Ticker) | Score |
| Porto Seguro (PSSA3) | 99.6 |
| Ferbasa (FESA4) | 99.6 |
| Grendene (GRND3) | 98.9 |
| Cury Construtora (CURY3) | 98.2 |
| Bemobi Mobile Tech (BMOB3) | 98.1 |
| Allos (ALOS3) | 97.7 |
| Ambev (ABEV3) | 96.6 |
| Lojas Quero-Quero (LJQQ3) | 96.1 |
| WEG (WEGE3) | 95.4 |
| Tegma Gestão Logística (TGMA3) | 92.7 |
| Blau Farmacêutica (BLAU3) | 92.0 |
| Lojas Renner (LREN3) | 91.4 |
| M. Dias Branco (MDIA3) | 90.2 |
| Intelbras (INTB3) | 89.8 |
| Kepler Weber (KEPL3) | 88.3 |
| EZTEC (EZTC3) | 87.7 |
| Aura 360 (AUAU3) | 87.5 |
| Ser Educacional (SEER3) | 86.3 |
| CSN Mineração (CMIN3) | 85.2 |
| Sanepar (SAPR11) | 84.4 |
| C&A Brasil (CEAB3) | 82.1 |
| Caixa Seguridade (CXSE3) | 81.8 |
| Moura Dubeux (MDNE3) | 81.7 |
| PetroReconcavo (RECV3) | 80.9 |
| JHSF Participações (JHSF3) | 79.1 |
| Rede D'Or (RDOR3) | 78.7 |
| Gafisa (GFSA3) | 26.1 |
| Camil Alimentos (CAML3) | 23.5 |
| Casas Bahia (BHIA3) | 23.1 |
| Ânima Educação (ANIM3) | 23.0 |
| Suzano (SUZB3) | 22.8 |
| Simpar (SIMH3) | 22.3 |
| Isa Energia Brasil (ISAE4) | 21.4 |
| Helbor (HBOR3) | 19.4 |
| Hapvida (HAPV3) | 19.0 |
| Taesa (TAEE11) | 17.8 |
| JSL (JSLG3) | 17.2 |
| Log Commercial Properties (LOGG3) | 17.1 |
| Marfrig (MRFG3) | 15.3 |
| Randoncorp (RAPT4) | 14.9 |
| Energisa (ENGI11) | 14.3 |
| Motiva (MOTV3) | 13.2 |
| MRV (MRVE3) | 11.9 |
| CSN (CSNA3) | 10.2 |
| Grupo SBF (SBFG3) | 10.0 |
| Cosan (CSAN3) | 10.0 |
| Equatorial Energia (EQTL3) | 9.7 |
| BrasilAgro (SOJA3) | 8.2 |
| EcoRodovias (ECOR3) | 8.2 |
| Tupy (TUPY3) | 6.3 |
| Braskem (BRKM5) | 6.3 |
| Auren Energia (AURE3) | 5.4 |
A XP também montou uma carteira de investimentos para quem quer apostar em empresas de baixa alavancagem. Houve uma mistura de tickers de vários setores, na tentativa de considerar não só o endividamento, como também o potencial de valorização das ações. Veja a seguir:
“Construímos uma cesta mais restrita de nomes de baixa alavancagem combinando nosso fator quantitativo proprietário Baixa Alavancagem com as recomendações dos analistas setoriais e as revisões recentes de lucro por ação”, finalizaram.
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