A economia brasileira teve um crescimento marginal de 0,1% em maio, segundo o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central).
📊 Considerado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto), o indicador veio acima do esperado pelo mercado, que projetava uma queda de 0,2% da atividade mensal.
Ainda assim, o dado atesta o ritmo de desaceleração da economia brasileira, já que o IBC-Br havia crescido 1,2% no primeiro trimestre de 2026 e mais 0,4% em abril.
O resultado pode influenciar o rumo da
Selic. Afinal, o Copom (Comitê de Política Monetária) já reconheceu o peso dos juros altos na atividade econômica. Por isso, vem tentando calibrar a taxa básica de juros de forma a garantir a convergência da inflação à meta, mas sem causar muita volatilidade nos mercados e na economia.
O que influenciou a prévia do PIB?
O IBC-Br de maio mostra que a economia nacional segue pressionada pelo cenário desafiador do agronegócio e pelos juros altos.
🏭 Isso porque a atividade agropecuária recuou 1,0% no mês. Já os serviços cresceram apenas 0,1% frente a abril, de acordo com o indicador.
Com isso, coube à indústria sustentar o crescimento do IBC-Br em maio. O setor subiu 0,4% no mês, segundo os dados do Banco Central.
Acumulado do ano
Apesar de ter crescido apenas 0,1% frente a abril, o IBC-Br avançou 0,8% em relação a maio do ano passado.
O indicador acumula uma alta da 1,2% no ano e de 1,8% nos últimos 12 meses, em números não dessazonalizados.