A prévia do
PIB brasileiro recuou 0,6% em junho de 2026, segundo o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), indicador que antecipa o desempenho da economia.
Apesar da retração no último mês do trimestre, a atividade econômica encerrou o segundo trimestre com crescimento de 0,2% em relação aos três primeiros meses do ano, sinalizando uma desaceleração no ritmo da economia.
O resultado mensal interrompeu uma sequência de altas do indicador e retirou o IBC-Br do maior nível histórico da série dessazonalizada, iniciada em 2003. A queda foi mais intensa na indústria e nos serviços, enquanto a agropecuária registrou avanço no período.
No segundo trimestre, a indústria cresceu 0,5%, a agropecuária avançou 0,3% e os serviços recuaram 0,1%, desempenho que ajudou a limitar a expansão da atividade econômica para 0,2% na comparação trimestral. O ritmo ficou abaixo do registrado no primeiro trimestre, quando o IBC-Br havia avançado.
Considerado um termômetro da economia brasileira, o IBC-Br utiliza metodologia semelhante à do IBGE para acompanhar a atividade econômica, embora não substitua o PIB oficial. Os dados do Produto Interno Bruto referentes ao segundo trimestre serão divulgados pelo IBGE em 1º de setembro
"Em termos prospectivos, o resultado negativo de junho chancela a desaceleração esperada em decorrência do aperto monetário, consolidando um segundo trimestre de expansão modesta (+0,2%) e projetando um ponto de partida desfavorável para a dinâmica de crescimento da atividade no 3T26", avaliou Rafael Rondinelli, economista da MAG Investimentos.