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CSN (CSNA3) encerrou o 2T26 (segundo trimestre de 2026) com um prejuízo líquido de R$ 773,1 milhões, representando um expressivo salto de 494,6% frente às perdas de R$ 130,4 milhões registradas no mesmo período do ano anterior. O resultado financeiro do período reflete os impactos da volatilidade cambial e do aumento das despesas financeiras.
Apesar de atingir uma receita líquida de R$ 11,3 bilhões, alta de 6,6% em relação ao primeiro trimestre e de 5,7% ante o 2T25, a CSN foi fortemente impactada por fatores extraoperacionais. As despesas financeiras líquidas somaram R$ 1,84 bilhão, pressionadas pela desvalorização do Real e pelas oscilações no mercado de derivativos.
No acumulado dos primeiros seis meses, o prejuízo líquido da companhia alcançou R$ 1,3 bilhão, ante R$ 862 milhões reportados na primeira metade de 2025. O Ebitda Ajustado consolidado alcançou R$ 2,77 bilhões no 2T26, o que representa um avanço de 4,8% na comparação trimestral e de 4,9% na anual, mantendo a margem Ebitda ajustada em 23,4%.
A divisão de Siderurgia apresentou uma recuperação no período, com a margem Ebitda retornando aos dois dígitos, em 10,5%, e atingindo o montante de R$ 636,3 milhões. O volume de vendas de aço teve uma expansão de 5,9% no trimestre, somando 1,18 milhão de toneladas.
No segmento de Cimentos, a companhia alcançou um recorde histórico de Ebitda pelo segundo trimestre consecutivo, somando R$ 426,9 milhões, uma alta de 8,8% frente ao 1T26, e preservando a margem operacional em um patamar elevado de 30,8%. Já a área de Energia reportou um Ebitda de R$ 245,6 milhões.
Na CSN Mineração, o trimestre registrou sólidos volumes operacionais, atingindo o quarto maior volume de vendas da sua história (11,85 milhões de toneladas). Contudo, paradas programadas de manutenção na mina e no porto, reduziram o Ebitda do segmento para R$ 929,7 milhões (queda de 32,3% ante o 1T26).
No balanço patrimonial, a dívida líquida ajustada alcançou R$ 42,1 bilhões no encerramento de junho de 2026. A alavancagem financeira, mensurada pela razão Dívida Líquida/Ebitda, encerrou o período em 3,49x, ante 3,36x no 1T. Para conter a pressão de caixa, a CSN registrou geração positiva de fluxo de caixa livre de R$ 808,1 milhões no período.