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PetroReconcavo (REV3) encerrou o 1T26 (primeiro trimestre de 2026) com lucro líquido de R$ 123,79 milhões, resultado que representa uma queda de 46% em relação ao mesmo período do ano passado, embora mais que dobre na comparação com o quarto trimestre de 2025. A petroleira atribuiu o desempenho ao cenário de forte volatilidade no mercado internacional de petróleo.
A receita líquida da companhia somou R$ 684,4 milhões entre janeiro e março, recuo de 20% na comparação anual e de 3% frente ao trimestre imediatamente anterior. Já o Ebitda alcançou R$ 310,2 milhões, queda de 27% em relação ao 1T25, mas avanço de 5% na base trimestral, com margem Ebitda de 45,3%.
Mesmo em um ambiente mais desafiador, a PetroReconcavo destacou a redução de custos operacionais e de investimentos ao longo do trimestre. O capex caiu 26% frente ao quarto trimestre, para R$ 197 milhões, enquanto a companhia gerou R$ 80 milhões em fluxo de caixa livre.
A produção média foi de 24,4 mil boe/dia (barris de óleo equivalente por dia), queda de 11% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Segundo a companhia, o desempenho refletiu principalmente interrupções operacionais na Bahia e desafios pontuais no Ativo Potiguar, parcialmente compensados por intervenções corretivas e pela entrada de novos poços produtores.
R$ 100 milhões em JCP
Além dos números do balanço, a companhia também anunciou a distribuição de R$ 100 milhões em JCP (juros sobre capital próprio), equivalentes a R$ 0,341252 por ação. Terão direito ao pagamento os acionistas posicionados em 18 de maio, com pagamento previsto para 28 de maio.
Acordo com a Brava Energia
A PetroReconcavo também deu mais um passo na renegociação de seus contratos comerciais com a
Brava Energia (BRAV3) ao anunciar a assinatura de aditivos aos contratos de venda de petróleo do Ativo Potiguar e a formalização de um HoA (Heads of Agreement) entre as companhias.
Segundo comunicado, os aditivos passaram a valer em 1º de abril de 2026 e terão duração de três meses. Entre os principais pontos negociados estão compromissos relacionados aos volumes produzidos, redução de aproximadamente 40% no desconto da parcela fixa média dos contratos atuais e atualização dos mecanismos de ajuste variável.
Além dos ajustes temporários, as empresas firmaram um HoA que estabelece os parâmetros comerciais e operacionais que irão orientar a negociação de um novo contrato de longo prazo para a comercialização do petróleo cru produzido pela PetroReconcavo no Ativo Potiguar. A expectativa é que o novo acordo contribua para aumentar a previsibilidade das receitas e garantir maior sustentabilidade nas condições de precificação.