O
preço do petróleo subiu mais de 45% no primeiro mês da guerra no Oriente Médio, atingindo os patamares mais elevados em quase quatro anos.
📈 A disparada deflagrou o temor de uma nova onda de inflação global, pressionando os juros. Porém, traz a possibilidade de ganhos mais robustos para as empresas de petróleo e gás. Por isso, impulsionou as
ações do setor.
De acordo com um levantamento da Elos Ayta Consultoria, as ações do setor dispararam até 39% no primeiro mês do conflito.
⛽ A estatal brasileira teve a quinta maior valorização do setor nos últimos 30 dias, superando até companhias como
Exxon Mobil (XOM) e
Chevron (CVX), que subiram cerca de 12,5% no período e, por isso, nem aparecem na lista das 10 ações de óleo e gás que mais subiram nesse período.
As ações da Petrobras subiram 23,5% em dólares desde o início do conflito. Não à toa, a companhia bateu
recordes em valor de mercado nos últimos dias e já é avaliada acima dos US$ 128,5 bilhões.
O que explica a alta da Petrobras?
Diante da alta do petróleo, a expectativa é de crescimento da receita da Petrobras. Afinal, a companhia já precisou elevar o preço do
diesel e ainda pode fazer outros reajustes de combustíveis.
💰 Com isso, também há uma expectativa de
dividendos mais robustos. O CFO da Petrobras, Fernando Melgarejo, já admitiu até a
possibilidade de dividendos extraordinários caso os preços do petróleo sigam em patamar elevado, garantindo um alto nível de fluxo de caixa para a empresa.
Diante disso, o
UBS BB acredita que a Petrobras pode entregar um retorno com dividendos de até 12% nos próximos dois anos -um
DY (Dividend Yield) classificado pelo banco como um dos mais elevados entre seus pares globais, mesmo após o rali recente das ações.
O
BTG Pactual é um pouco mais conservador e projeta um DY de 9% para este ano. Ainda assim, elevou a recomendação para a ação para compra em meio ao conflito, por entender que o papel ainda pode subir mais. O preço-alvo do BTG é de R$ 56, o que representa um potencial de alta de 13% em relação ao patamar atual.
Em relatório, o BTG explicou que a Petrobras apresenta um perfil de produção robusto e com baixo custo de produção, em comparação com os concorrentes globais. Além disso, apresenta-se como uma das poucas companhias de energia listadas em mercados emergentes, o que pode ser um atrativo para o investidor estrangeiro.
Para analistas, o papel da Petrobras ainda se apresenta com certo desconto em relação ao das concorrentes globais, o que também ajuda a explicar a posição de destaque da empresa no ranking das ações de petróleo que mais subiram desde o início da guerra.
Veja as ações de petróleo que mais subiram no 1º mês da guerra:
- Equinor (EQNR): 39,22%;
- Marathon Petroleum (MPC): 27,09%;
- Valero Energy (VLO): 24,28%;
- Occidental Petroleum (OXY): 23,64%;
- Petrobras (PETR4): 23,52%;
- Phillips 66 (PSX): 22,00%;
- EOG Resources (EOG): 20,54%;
- Cenovus Energy (CVE): 20,22%;
- Bp (BP): 20,12%;
- Eni (E): 19,01%.
O levantamento da Elos Ayta Consultoria considera o retorno em dólares das petroleiras avaliadas em mais de US$ 50 bilhões, entre os dias 1º e 27 de março.