Petroleiras sobem até 39% no 1º mês de guerra; veja posição da PETR4 no ranking

As ações da Petrobras subiram 23,5% em dólares desde o início do conflito no Oriente Médio.

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Publicado em 29/03/2026 às 12:44h Publicado em 29/03/2026 às 12:44h por Marina Barbosa
Com guerra, petróleo voltou a ser negociado por US$ 100 o barril (Imagem: Shutterstock)
Com guerra, petróleo voltou a ser negociado por US$ 100 o barril (Imagem: Shutterstock)
O preço do petróleo subiu mais de 45% no primeiro mês da guerra no Oriente Médio, atingindo os patamares mais elevados em quase quatro anos.
📈 A disparada deflagrou o temor de uma nova onda de inflação global, pressionando os juros. Porém, traz a possibilidade de ganhos mais robustos para as empresas de petróleo e gás. Por isso, impulsionou as ações do setor.
De acordo com um levantamento da Elos Ayta Consultoria, as ações do setor dispararam até 39% no primeiro mês do conflito.
Os ganhos são liderados por gigantes do setor, como a norueguesa Equinor (EQNR) e a americana Marathon Petroleum (MPC). Mas a Petrobras (PETR4) também aparece bem posicionada no ranking mundial. 
⛽ A estatal brasileira teve a quinta maior valorização do setor nos últimos 30 dias, superando até companhias como Exxon Mobil (XOM) e Chevron (CVX), que subiram cerca de 12,5% no período e, por isso, nem aparecem na lista das 10 ações de óleo e gás que mais subiram nesse período.
As ações da Petrobras subiram 23,5% em dólares desde o início do conflito. Não à toa, a companhia bateu recordes em valor de mercado nos últimos dias e já é avaliada acima dos US$ 128,5 bilhões.

O que explica a alta da Petrobras?

Diante da alta do petróleo, a expectativa é de crescimento da receita da Petrobras. Afinal, a companhia já precisou elevar o preço do diesel e ainda pode fazer outros reajustes de combustíveis.
💰 Com isso, também há uma expectativa de dividendos mais robustos. O CFO da Petrobras, Fernando Melgarejo, já admitiu até a possibilidade de dividendos extraordinários caso os preços do petróleo sigam em patamar elevado, garantindo um alto nível de fluxo de caixa para a empresa.
Diante disso, o UBS BB acredita que a Petrobras pode entregar um retorno com dividendos de até 12% nos próximos dois anos -um DY (Dividend Yield) classificado pelo banco como um dos mais elevados entre seus pares globais, mesmo após o rali recente das ações.
O BTG Pactual é um pouco mais conservador e projeta um DY de 9% para este ano. Ainda assim, elevou a recomendação para a ação para compra em meio ao conflito, por entender que o papel ainda pode subir mais. O preço-alvo do BTG é de R$ 56, o que representa um potencial de alta de 13% em relação ao patamar atual. 
Em relatório, o BTG explicou que a Petrobras apresenta um perfil de produção robusto e com baixo custo de produção, em comparação com os concorrentes globais. Além disso, apresenta-se como uma das poucas companhias de energia listadas em mercados emergentes, o que pode ser um atrativo para o investidor estrangeiro.
Para analistas, o papel da Petrobras ainda se apresenta com certo desconto em relação ao das concorrentes globais, o que também ajuda a explicar a posição de destaque da empresa no ranking das ações de petróleo que mais subiram desde o início da guerra.

Veja as ações de petróleo que mais subiram no 1º mês da guerra:

O levantamento da Elos Ayta Consultoria considera o retorno em dólares das petroleiras avaliadas em mais de US$ 50 bilhões, entre os dias 1º e 27 de março. 
Em reais, as ações preferenciais da Petrobras subiram ainda mais nesse período: 25,6%. Veja aqui as únicas 8 ações do Ibovespa que subiram no 1º mês da guerra no Irã