Petrobras (PETR4) supera expectativas e lucra R$ 52,4 bi no 2T26

O lucro líquido do período superou os R$ 50,8 bilhões previstos pelo mercado e colocou a estatal de volta aos holofotes.

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Publicado em 06/08/2026 às 20:35h Publicado em 06/08/2026 às 20:35h por Matheus Silva
O conselho aprovou o pagamento de R$ 17,4 bi em dividendos e JCP (Imagem: Shutterstock)
O conselho aprovou o pagamento de R$ 17,4 bi em dividendos e JCP (Imagem: Shutterstock)
📈 A Petrobras (PETR4) fechou o segundo trimestre de 2026 com um dos maiores resultados financeiros de sua história. O lucro chegou a R$ 52,4 bilhões, número que superou as projeções dos analistas e recolocou a estatal no centro das atenções do mercado. O consenso apontava para R$ 50,8 bilhões.
O desempenho foi impulsionado pela produção recorde de petróleo e derivados, pelos preços mais elevados do Brent e pela forte geração de caixa. O conselho de administração também aprovou R$ 17,4 bilhões em dividendos e JCP referentes ao período.
A receita líquida ficou em R$ 169,5 bilhões, praticamente em linha com o consenso de R$ 169,6 bilhões. O Ebitda ajustado somou R$ 93,8 bilhões, acima dos R$ 92,6 bilhões esperados. Excluindo eventos não recorrentes, o Ebitda alcançou R$ 100,6 bilhões e o lucro líquido chegou a R$ 55,8 bilhões.
"Os recordes operacionais que alcançamos neste segundo trimestre nos levaram a um dos maiores resultados financeiros trimestrais da série histórica da Petrobras. 
O aumento do volume de produção de óleo e de derivados, combinado ao Brent mais alto, fortaleceu nossa geração de caixa", afirmou Fernando Melgarejo, diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores.

Produção cresce 3,4% com ramp-up de novos sistemas

Os números já eram antecipados pelo mercado desde a prévia operacional divulgada no fim de julho, quando a Petrobras havia informado produção recorde de petróleo e gás, avanço do refino e maiores exportações. 
No balanço, a companhia confirmou crescimento de 3,4% na produção total em relação ao primeiro trimestre, impulsionado pelo ramp-up dos novos sistemas de produção e pela entrada em operação da plataforma P-79, no campo de Búzios.
O refino também se destacou como vetor de resultado. A Petrobras atingiu fator de utilização das refinarias (FUT) de 101,2%, recorde para a companhia, elevando em 5,6% a produção de derivados. 
O mix manteve 68% concentrado em produtos de maior valor agregado, como diesel, gasolina e querosene de aviação (QAV). A maior produção permitiu ampliar as exportações e reduzir a necessidade de importações de derivados, favorecendo diretamente os resultados do trimestre.

Lucro bruto cresce 64,9% para R$ 98,3 bi

Os custos e despesas operacionais somaram R$ 26,5 bilhões no trimestre, alta de 44% sobre o período anterior. Ainda assim, o avanço da produção e dos preços do petróleo elevou o lucro bruto para R$ 98,3 bilhões, crescimento de 64,9% na mesma base de comparação. 
No resultado financeiro, parte do ganho operacional foi compensada pelo aumento da despesa tributária, principalmente em razão do imposto sobre exportação de petróleo, e pelo menor ganho com variação cambial.
A dívida bruta caiu para US$ 70,8 bilhões, ante US$ 71,2 bilhões no trimestre anterior, enquanto a dívida líquida recuou de US$ 62,1 bilhões para US$ 60,4 bilhões, refletindo a forte geração de caixa e a amortização de financiamentos. 
📊 O fluxo de caixa operacional atingiu R$ 61,8 bilhões e o fluxo de caixa livre somou R$ 38,6 bilhões, direcionados principalmente para investimentos, amortização de dívidas e remuneração aos acionistas.