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Petrobras (PETR4) reduz o preço do diesel vendido nas suas refinarias a partir desta segunda-feira (1º).
⛽ O corte será de 9,5% ou R$ 0,35 por litro. Com isso, o preço médio cobrado às distribuidoras cairá de R$ 3,65 para R$ 3,30 por litro.
A redução ocorre mesmo com a cotação internacional do
petróleo pressionada pela guerra no Oriente Médio, já que o governo federal renovou as medidas que tentam conter o impacto do conflito no bolso do consumidor.
Subvenção do governo
O governo concedeu uma subvenção de até R$ 1,20 por litro e cortou os impostos federais que incidem sobre o diesel nos primeiros meses da guerra. As medidas expiraram nesse domingo (31), mas foram substituídas por outros subsídios.
Agora, o diesel contará com uma subvenção de R$ 1,47 por litro, sendo R$ 1,12 custeado pelo governo federal e R$ 0,35 equivalentes à volta da cobrança do PIS/Cofins sobre o combustível.
💲 De acordo com a Petrobras, a redução do preço do diesel corresponde a essa segunda subvenção e, na prática, neutraliza a reoneração do PIS/Cofins.
Em nota, a estatal disse que ainda avalia os termos da outra subvenção de R$ 1,12 por litro e que qualquer decisão relacionada ao assunto será tempestivamente divulgada ao mercado nacional.
Os novos subsídios entram em vigor nesta segunda-feira (1º) e terão validade até 31 de julho, quando o governo promete avaliar novamente a necessidade de manutenção das medidas.
Outros subsídios
Até lá, o governo federal também promete manter a subvenção ao gás de cozinha e a desoneração dos tributos federais sobre o querosene de aviação e o biodiesel.
Os preços do querosene de aviação, por sinal, também foram reduzidos pela Petrobras nesta segunda-feira (1º). Neste caso, o corte foi de 14,2%, o que corresponde a uma diminuição de R$ 0,93 por litro.
"O Governo do Brasil tem a missão de seguir acompanhando o que está acontecendo no mundo – e aprimorar continuamente os mecanismos para combater os efeitos de uma guerra que não é nossa", disse o ministro do Planejamento, Bruno Moretti.
Incertezas sobre a guerra
Os preços dos combustíveis subiram mais de 6% em abril, depois que os preços do petróleo disparam em decorrência da guerra no Oriente Médio. Porém, recuaram 1,47% em maio, diante das tentativas do governo de conter o problema, segundo o
IPCA-15.
Os preços internacionais do petróleo, no entanto, seguem oscilando, diante das negociações entre Estados Unidos e Irã. Na última semana de maio, por exemplo, o barril do tipo
Brent subiu mais de 2%, diante de novos ataques e da falta de um acordo para pôr fim à guerra.
O governo brasileiro avalia, portanto, que é necessário seguir atuando enquanto houver incerteza no mercado internacional para conter a alta dos combustíveis e a inflação.