PayPal lança ferramenta para aceitar mais de 100 criptomoedas como forma de pagamento
Com taxa de 1%, solução usará infraestrutura de exchanges para integrar cripto ao comércio global.
A fintech norte-americana PayPal (PYPL34) informou que vai passar a aceitar o Pix como forma de pagamento dentro de sua plataforma. O serviço estará disponível inicialmente para pequenas e médias empresas neste primeiro momento.
A nova atualização da companhia mostra o impacto que o sistema de pagamentos do Banco Central já é crucial para as companhias do setor financeiro que operam no Brasil. O Pix já é usado por mais de 80% da população em diversos modelos de transação, seja para pagamentos ou transferências.
“O Pix já faz parte da rotina do brasileiro. Ao incorporá-lo à nossa plataforma, ampliamos as opções para os empreendedores e facilitamos a jornada de pagamento”, afirmou Brunno Saura, diretor-geral do PayPal no Brasil. O executivo assumiu o cargo em março do ano passado, com o objetivo de ampliar a presença da empresa no mercado brasileiro.
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No ano passado, o PayPal conquistou a licença para operar como adquirente no Brasil, podendo fazer frente às máquinas de cartão de crédito. Diante disso, opera não só na transação, como também na liquidação dos pagamentos junto aos bancos nacionais.
Recentemente, o governo dos EUA publicou um relatório com críticas ao Pix, sobretudo porque estaria atrapalhando a concorrência de empresas do país. Visa e Mastercard seriam as mais prejudicadas com o crescimento do pagamento via QR Code.
"O Banco Central criou e regula o Pix; stakeholders dos EUA temem que o BC [Banco Central] dê tratamento preferencial ao sistema, prejudicando fornecedores americanos de serviços de pagamentos eletrônicos. O uso do Pix é obrigatório para instituições com mais de 500.000 contas", diz o documento.
O presidente Lula rebateu as críticas, defendeu o Pix e disse que ninguém vai mexer no serviço. Ele destacou, no entanto, que o sistema deve ser aprimorado para melhorar a inclusão bancária da população.
"Os Estados Unidos fizeram um relatório nesta semana sobre o Pix, disseram que o Pix distorce o comércio internacional, porque o Pix acho que cria problema para a moeda deles", iniciou o presidente. "O que é importante a gente dizer para quem quiser nos ouvir: o Pix é do Brasil, e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira", completou.
Com taxa de 1%, solução usará infraestrutura de exchanges para integrar cripto ao comércio global.
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