Valorização de até 900%: Quais empresas na B3 mais sobem no Lula 3
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Nesta quinta-feira (16), o novo ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, defendeu que o governo federal estude a derrubada da chamada “taxa das blusinhas”. O imposto foi criado pela equipe de Lula há dois anos como forma de fortalecer o comércio interno do Brasil em um contexto de aumento nas compras internacionais.
Na época, foi imposta uma taxa de 20% de Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50. Desta forma, compras em sites estrangeiros — como Shein e Shopee — passaram a custar mais aos consumidores brasileiros, já que também somam ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que é estadual.
Para o ministro, que chega no lugar de Gleisi Hoffmann, a estratégia gerou um dos desgastes mais fortes do governo Lula 3. Na época, inclusive, foi responsável por uma baixa na avaliação da nova equipe do Planalto.
“Se o governo decidir revogar, eu acho uma boa. É a minha opinião quando eu for consultado”, disse ele. “Para mim, foi um dos elementos mais fortes de desgaste do governo”, continuou.
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O ministro ainda continuou, fazendo um paralelo com a lei que visa regulamentar o trabalho por aplicativo no país. Segundo ele, não houve defesa do projeto pelo governo porque não há consenso na classe, nem mesmo entre os membros do governo.
“É a mesma coisa dos aplicativos agora. Sabe por que não deixamos votar? Porque a conta vinha toda para o governo. As plataformas de um lado, os entregadores do outro, os donos de restaurantes de outro. E a conta vinha para o governo. De que lado o governo ficaria? Por isso, não deixamos votar”, complementou, destacando que essa foi uma medida acertada, estratégia que deveria ser ampliada também para a taxa das blusinhas.
A afirmação do ministro vem dias depois de que o próprio presidente voltasse a tocar no assunto. Lula disse que deve mexer no imposto, na tentativa de diminuir os preços atuais.
“Eu achava desnecessário o aumento da taxa das blusinhas. São compras muito pequenas”, lembrou.
Depois disso, o setor empresarial logo saiu fazendo críticas a essa nova postura, publicando uma carta com dados sobre os benefícios do imposto para o mercado interno. Além disso, também apontaram que a eventual derrubada é uma manobra eleitoreira com o objetivo de ampliar o apoio popular antes das eleições presidenciais marcadas para outubro.
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