Oceanpact (OPCT3) aprova recompra de ações e fusão com CBO Holding

Empresa oferece soluções ambientais, logísticas e de engenharia na exploração de petróleo em alto-mar.

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Publicado em 30/03/2026 às 20:03h Publicado em 30/03/2026 às 20:03h por Lucas Simões
Oceanpact celebrou contrato bilionário com a Petrobras recentemente (Imagem: Divulgação/Oceanpact)
Oceanpact celebrou contrato bilionário com a Petrobras recentemente (Imagem: Divulgação/Oceanpact)
Após valorizar em quase +60% o patrimônio de seus acionistas nos últimos 12 meses, a OceanPact Serviços Marítimos S.A. (OPCT3) aprovou nesta segunda-feira (30) um programa de recompra de ações, que permite a aquisição de quase 6 milhões de papéis ordinários da companhia.
Dessa maneira, o programa de recompra de ações da OPCT3 poderá reaver até 3% de seu capital social mediante operações no ambiente da bolsa de valores brasileira, a B3 (B3SA3).
O conselho administrativo da OceanPact explica que o programa de recompra de ações terá duração de 18 meses, encerrando-se em 30 de setembro de 2027. Já o objetivo do mecanismo nesse momento será permitir a aquisição de ações para atender a obrigações da Companhia no âmbito de seus Planos de Remuneração Baseada em Ações.
Para quem não faz ideia ainda, a OceanPact Serviços Marítimos S.A. tem como foco oferecer soluções integradas para proteção, monitoramento e exploração sustentável dos recursos oceânicos, especialmente a exploração de petróleo em alto-mar. Recentemente, a empresa assinou um contrato bilionário com a Petrobras (PETR4).
Fundada em 2007, a OceanPact tem negócios divididos em três áreas de atuação: ambiental, submarina e logística & engenharia. A companhia possui uma frota de quase 30 embarcações especializadas, garantindo eficiência operacional e presença em operações críticas.
Segundo dados do Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em OceanPact (OPCT3) há cinco anos, hoje você teria R$ 936,70, já considerando o reinvestimento dos dividendos. A simulação também aponta que o Ibovespa teria retornado R$ 1.562,00 nas mesmas condições.

Cominação de negócios

Os acionistas da Oceanpact aprovaram nesta data a combinação de negócios da companhia com a CBO Holding S.A., que agora só aguarda aval do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), o órgão governamental que impede a formação de monopólio no Brasil.
Se a transação vingar, a companhia combinada contará com uma frota de 73 embarcações, receita anual de mais de R$ 4 bilhões e backlog de R$ 14 bilhões. A fusão entre a Oceanpact e a CBO Holding se apoia em quatro pilares estratégicos:
  • fortalecimento da geração de caixa, com aumento do potencial de pagamento de dividendos;
  • ampliação da capacidade de atuação, a partir de uma base maior de ativos;
  • maior geração de valor, por meio da integração comercial e operacional e da captura de sinergias; e
  • complementaridade de frota, com ganho de capacidades, redução da idade média e otimização da alocação de embarcações, além da diversificação de clientes.
“Estamos unindo frotas, equipes e competências complementares, ganhando flexibilidade para atender contratos, melhorar a alocação de embarcações, capturar eficiências e ampliar nossa capacidade de competir em projetos maiores e mais exigentes tecnicamente. Além disso, abrem-se novas oportunidades na área de Serviços, como operações submarinas, descomissionamento e projetos na área ambiental”, destaca Flavio Andrade, fundador e CEO da OceanPact.