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julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) que envolve os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça provocou novas manifestações dos dois principais candidatos à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Enquanto Lula defendeu uma apuração ampla sobre os integrantes da Corte o senador acusou ministros indicados por Lula de terem atuado para blindar Moraes.
Lula defende investigação sem distinção
Em entrevista à Record, na terça-feira (15), Lula afirmou que o presidente do STF, Edson Fachin, tem condições de avançar na apuração envolvendo integrantes da Corte após a quebra dos sigilos. O presidente também defendeu que as investigações alcancem todos os envolvidos, sem distinção. “Não tem trégua, é preciso investigar todos, sem distinção”, afirmou.
Lula ainda questionou a atuação dos ministros André Mendonça, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques durante os desdobramentos do caso Banco Master. Segundo ele, informações mantidas por Mendonça deveriam ser abertas à sociedade.
“Aquilo que o André Mendonça tinha guardado como segredo de Estado, e só soltando aquilo que interessava para ele, agora pode ser aberto para toda a sociedade saber quem estava metido nisso. Por que o (Dias) Toffoli não votou? Por que o Kassio (Nunes Marques) não votou? Quem é que levou dinheiro? Quem participou dessa trama do Vorcaro?”, disse.
Flávio critica ministros indicados por Lula
Flávio Bolsonaro, por sua vez, aproveitou o cenário de tensão no Supremo para fazer críticas aos ministros indicados por Lula. O senador afirmou que integrantes da Corte escolhidos pelo presidente teriam atuado para proteger Moraes.
Segundo Flávio, esses ministros “trabalharam forte para blindar Moraes”. O senador também voltou a relacionar Lula ao Supremo e afirmou que o julgamento envolvendo Moraes representa uma esperança diante do atual cenário político.
"Hoje é um dia de esperança para o povo brasileiro. Alexandre de Moraes será investigado pelos crimes em tese que ele cometeu. Não aconteceu hoje porque a tropa de choque do Lula no Supremo entrou em campo, em especial Flávio Dino, ex-ministro da 'Injustiça' de Lula, que pediu vista depois de já ter lançado o próprio voto dele", afirmou Flávio Bolsonaro.