Novo Nordisk processa EMS e pede anulação da marca Ozivy

Dona do Ozempic e do Wegovy afirma que nome do medicamento brasileiro pode confundir consumidores e configura aproveitamento parasitário.

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Publicado em 22/06/2026 às 16:50h Publicado em 22/06/2026 às 16:50h por Wesley Santana
Ozivy foi liberado pela Anvisa abrindo espaço para concorrência no setor (Imagem: Shutterstock)
Ozivy foi liberado pela Anvisa abrindo espaço para concorrência no setor (Imagem: Shutterstock)

Em mais um capítulo da novela das canetas de emagrecimento, a Novo Nordisk (N1VO34) resolveu processar a EMS. A farmacêutica dinamarquesa pede a anulação da marca Ozivy, nome pelo qual foi apelidado o primeiro medicamento à base de semaglutida desenvolvido no Brasil.

De acordo com a Novo Nordisk, a marca representa um “aproveitamento parasitário” e pode confundir os consumidores. A empresa colocou o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) também como alvo da ação, instituição responsável pelo cadastro de marcas e patentes no país.

“A EMS poderia ter escolhido qualquer sinal próprio, autônomo e suficientemente distinto para identificar seu produto. Não o fez. Optou por Ozivy, marca curta que começa com Oz, como Ozempic, e termina com Vy, como Wegovy”, disse a petição da Novo Nordisk.

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“A companhia destaca que a discussão apresentada na ação judicial se restringe ao registro da marca e não envolve o registro sanitário concedido pela Anvisa, tampouco aspectos relacionados à qualidade, segurança ou eficácia do medicamento”, continuou.

O movimento da farmacêutica acontece depois que a Anvisa liberou a primeira caneta de emagrecimento baseada na patente da Novo Nordisk. No mês passado, a agência autorizou a fabricação do Ozivy, que já está disponível nas principais drogarias do país por um preço bem abaixo do praticado pela concorrente estrangeira.

60% de desconto para o SUS

Ainda com o objetivo de não perder espaço para concorrentes, a Novo Nordisk fez uma proposta ao governo federal para disponibilizar as canetas de emagrecimento no SUS (Sistema Único de Saúde). A companhia ofereceu desconto de 59% no preço de referência em um documento apresentado à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), responsável por avaliar a inclusão de novos fármacos na rede pública.

“É um dos menores preços do mundo”, afirmou o vice-presidente de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade da Novo Nordisk, Leonardo Bia, em entrevista ao site Jota. “Nosso objetivo é oferecer um caminho que seja clinicamente relevante e financeiramente viável para o SUS”, continuou.