Move Brasil: Limite para taxista e motorista de app sobe para R$ 200 mil

A nova regra também amplia as possibilidades de veículos híbridos que podem ser financiados.

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Publicado em 20/08/2026 às 16:42h Publicado em 20/08/2026 às 16:42h por Elanny Vlaxio
A nova regra também amplia as possibilidades de veículos híbridos  (Imagem: Ricardo Stuckert)
A nova regra também amplia as possibilidades de veículos híbridos (Imagem: Ricardo Stuckert)
O limite de financiamento para compra de veículos por taxistas e motoristas de aplicativos no programa Move Brasil passou de R$ 150 mil para R$ 200 mil. A mudança amplia o alcance do crédito subsidiado e permite que uma parcela maior dos veículos vendidos no mercado brasileiro seja enquadrada nas regras do programa.
A alteração foi anunciada pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) nesta quinta-feira (20). A nova regra também amplia as possibilidades de veículos híbridos que podem ser financiados. 
Antes da mudança, esse percentual era de aproximadamente 63%, considerando dados de emplacamentos da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). O Move Brasil foi lançado em maio com R$ 30 bilhões em crédito para a aquisição de carros novos, com juros menores. 
A ampliação do limite ocorre após o programa apresentar um ritmo de liberação de recursos abaixo do esperado pelo governo. Além do aumento do teto, a nova regra inclui diferentes configurações de veículos híbridos. O conceito de híbrido foi alterado para contemplar carros que utilizam eletricidade combinada a outro combustível, como gasolina ou etanol.
Podem solicitar o financiamento pelo programa taxistas e motoristas de aplicativos que tenham cadastro ativo na plataforma há pelo menos um ano e tenham realizado, no mínimo, cem corridas no período. Os veículos financiados precisam ser produzidos por montadoras habilitadas no programa Mover. 
Entre as marcas estão Volkswagen, Fiat, Renault, General Motors, Honda, Hyundai, Nissan, Peugeot, Toyota, BMW, BYD e GWM. Também é necessário que o automóvel esteja enquadrado nos critérios de sustentabilidade do programa, podendo ser flex, híbrido ou híbrido a etanol. A taxa definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) é de 12,6% ao ano para homens e 11,5% para mulheres.