Bradesco (BBDC4): Quanto você teria se tivesse investido R$ 5 mil há 1 ano?
A empresa divulga seus resultados do 1º trimestre de 2026 nesta quarta-feira (6).
As ações do Bradesco (BBDC4) operam em baixa de 3% na manhã desta quinta-feira (7), mostram dados da B3. Os papéis voltaram ao patamar de R$ 18, mesmo depois da divulgação do balanço do primeiro trimestre de 2026.
O lucro da companhia veio em linha com o que esperava o mercado, marcando um acréscimo de 16% em relação a um ano. Entre janeiro e março, o Bradesco conseguiu somar R$ 6,8 bilhões, conforme o balanço divulgado na noite de quarta (6).
Os números gerais por si só mostraram uma empresa consistente, que vem mantendo lucros há pelo menos nove trimestres seguidos. No entanto, outros detalhes do balanço chamaram a atenção dos analistas e investidores, que saíram se desfazendo dos papéis logo que o pregão de hoje abriu.
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Esse é o caso do Citi, que manteve uma postura mais conservadora em relação aos números, segundo relatório publicado pela equipe de research. Para os analistas, ao mesmo tempo em que os resultados continuam melhorando, cresce uma expectativa sobre o aumento do custo do risco, que pode começar a pressionar o balanço nos próximos trimestres.
"Embora o Bradesco esteja adotando uma postura mais prudente, desacelerando em certos segmentos, acreditamos que o custo do risco se tornará a principal variável a ser monitorada, dado que quaisquer pressões potenciais sobre a margem financeira ajustada ao risco poderão prejudicar a evolução geral da melhoria do ROE”, destacaram.
Em teleconferência de resultados na manhã de hoje, o CEO do Bradesco comentou os números do balanço e a reação do mercado. Segundo Marcelo Noronha, o banco está mais conservador na concessão de crédito e começa a “puxar o freio de mão”.
“O viés mais conservador significa que eu posso pegar certos modelos e dizer ‘eu não tenho apetite para fazer isso aqui’, ou uma modalidade ou outra, mas continuamos com tração forte naquilo que é bom, bons ratings, boas modalidades com garantia", disse.
O executivo ainda pontua que o Brasil e, por consequência, o Bradesco, estão suscetíveis ao cenário macroeconômico que ainda é incerto. Ele lembra da crise no Oriente Médio, que desencadeou a escalada do preço do petróleo e fez com que o Banco Central também fosse mais conservador com os juros.
“Dizer que o Brasil está imune ao cenário global simplesmente não faz sentido. É fato que o ambiente macroeconômico piorou. Ainda que existam alguns efeitos positivos pontuais, seguimos vendo uma inflação mais pressionada ao longo do ano. E isso naturalmente influencia as decisões de política monetária”, diz o executivo.
A empresa divulga seus resultados do 1º trimestre de 2026 nesta quarta-feira (6).
Com a conclusão da operação, Rodrigo Freire assume de forma efetiva o cargo de CEO da gestora independente.