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O Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu a taxa básica de juros no Brasil para 13,75%. O corte foi de 25 pontos-base, como já era esperado pelo mercado.
No entanto, mesmo com a queda da Selic, o Brasil continua tendo o maior juro real do mundo. A diferença entre a básica e a inflação agora é de 8,45%, conforme dados da MoneYou.
O cálculo do juro real considera a taxa de juro atual e a inflação projetada para os próximos 12 meses. No caso do Brasil, a expectativa ronda a casa de 4,9% ao ano, de acordo com o último Relatório Focus.
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Em termos nominais, porém, o Brasil está bem atrás de outras economias, performando no quarto lugar global. A liderança está nas mãos da Turquia, onde a taxa é de 37% ao ano, de acordo com a última mudança feita pelo Banco Central local.
“As perspectivas inflacionárias para os próximos 12 meses foram majoritariamente revisadas para cima nos países do ranking, criando uma série significativa de juros reais mais baixos e negativos, em meio ao cenário adverso e ainda em aberto com o conflito no Oriente Médio”, afirma Jason Vieira, economista-chefe e coordenador do relatório, em entrevista ao InfoMoney.
O levantamento divulgado pelas empresas mapeia a forma como 164 países estão lidando com a inflação. De acordo com as últimas decisões dos bancos centrais, a situação é a seguinte:
A taxa de juros é a política monetária mais efetiva para conduzir a inflação para dentro da meta anual. Quanto mais alta, menor é a atividade econômica e, consequentemente, os preços.
No entanto, nem sempre esse instrumento funciona com rapidez, o que faz com que muitos governos decidam deixar o indicador no alto por mais tempo. No caso do Brasil, pelo menos desde o fim de 2020, a Selic está acima do patamar de 10% ao ano.
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