Maduro assina lei que anexa território da Guiana

Texto com 39 artigos cria província de Guiana Essequiba

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Publicado em 04/04/2024 às 12:45h - Atualizado em 11/09/2025 às 16:03h Publicado em 04/04/2024 às 12:45h Atualizado em 11/09/2025 às 16:03h por Wesley Santana
Nicolás Maduro lidera o país há 11 anos. Foto: Shutterstock
Nicolás Maduro lidera o país há 11 anos. Foto: Shutterstock

🗺️ Nesta quarta-feira (3), Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, promulgou uma lei que anexa o território da vizinha Guiana.

Chamada de Lei Orgânica para a Defesa de Essequibo, o texto cria mais uma província no mapa da Venezuela. O nome do território ficou definido como “Guiana Essequiba”, termo já usado pelos venezuelanos.

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Um dos pontos do texto impede que apoiadores do atual governo guianense ocupem cargos públicos na província. Ao todo, o regime de Maduro apresentou 39 artigos.

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A disputa pela região não é um fato novo no contexto da América do Sul, mas o território é reconhecido internacionalmente como parte da Guiana, que antes foi estado ultramarino da coroa britânica. Estima-se que Essequibo represente 70% de todo o desenho do país.

Parte dos analistas destaca que a disputa de Maduro por essa região se justifica nas reservas de petróleo encontradas. Em 2015, o país descobriu 11 bilhões de barris do óleo, uma quantidade capaz de fazer esta ser uma das economias que mais crescem em todo o mundo.

Em dezembro do ano passado, a Venezuela conduziu um referendo popular para avaliar se a população tinha interesse na anexação de Essequibo. 95% dos mais de 10 milhões de eleitores que compareceram às urnas, segundo o governo Maduro, apoiaram as cinco perguntas feitas sobre a tomada do leste.

Depois disso, a CIJ (Corte Internacional de Justiça) ordenou que a Venezuela não tomasse qualquer atitude que alterasse a composição do território guianense. Na sequência, porém, Maduro tornou público um mapa do que seria a nova Venezuela, já com Essequibo.

Antes das eleições

🗳️ Todo esse desenrolar na fronteira acontece meses antes das eleições que podem definir o próximo presidente da Venezuela. Nicolás Maduro, que está no poder desde 2013, tem um grande desafio de vencer a oposição e continuar na liderança do país latino, depois de anos de crise financeira.

O processo pré-eleitoral, no entanto, já está conturbado, pois a principal candidata de oposição foi impedida de se candidatar por decisão da Justiça. Além disso, a segunda candidata escolhida para o confronto não conseguiu se registrar no sistema eleitoral no tempo previsto e alegou problemas no sistema.