Light (LGHT3) sai da Recuperação Judicial após 3 anos; ações vao subir?

Justiça do Rio encerrou processo após empresa cumprir obrigações previstas no plano de recuperação.

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Publicado em 10/09/2026 às 09:21h Publicado em 10/09/2026 às 09:21h por Wesley Santana
Light é uma das concessionárias de energia elétrica (Imagem: Divulgação)
Light é uma das concessionárias de energia elétrica (Imagem: Divulgação)

A Light (LIGT3) informou nesta quinta-feira (10) que a Justiça do Rio de Janeiro aprovou o encerramento do processo de Recuperação Judicial. Portanto, a empresa passa a operar de forma normal, sem necessidade de ajuda judicial para se proteger de credores.

Segundo comunicado divulgado pela empresa, foram cumpridas todas as obrigações contratuais entre 18 de junho de 2024 e 18 de junho de 2026. Assim, a Justiça decretou na quarta (9) o fim da RJ, com o Ministério Público se manifestando de forma favorável à decisão.

"O Juízo da 3ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro proferiu sentença nos autos do processo nº 0843430-58.2023.8.19.0001 decretando o encerramento da recuperação judicial da Companhia e declarou cumpridas todas as obrigações previstas no Plano de Recuperação Judicial verificadas durante o período de fiscalização”, diz o documento, assinado por Leonardo Pimenta Gadelha, diretor Financeiro e de Relações com Investidores.

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A Light entrou em RJ em 2023, quando afirmou ter dívidas da ordem de R$ 11 bilhões. Naquela época, a companhia disse que parte do problema estava relacionado ao roubo de energia, que já somava mais da metade das receitas de energia comercializada.

Desde então, a empresa vem negociando suas ações sob escrutínio do mercado, que queria um desfecho favorável. Com a decisão da Justiça, as ações devem iniciar o pregão de hoje com tendência de alta, conforme mostra o pré-fechamento de ontem.

Atualmente, os papéis são negociados na casa de R$ 3,60, com baixa de quase 35% desde o começo do ano. Em relatório divulgado nesta manhã, a XP avalia o fim da RJ, mas faz observações em relação ao anúncio da companhia.

"Apesar do encerramento da recuperação judicial, algumas obrigações previstas no plano continuam em execução por terem vencimento posterior ao período de fiscalização. Entre elas estão a conversão obrigatória de determinadas debêntures em ações, o exercício de bônus de subscrição e o repasse de recursos do aumento de capital à Light Serviços de Eletricidade”, analisa a XP Investimentos.

Em maio deste ano, a empresa afirmou ter reduzido a dívida pela metade, agora somando R$ 4,6 bilhões. Naquela ocasião, o governo federal renovou diversas concessões da empresa, que agora terá mais 30 anos para operar nos mesmos lugares.

“A Light será uma empresa nova, focada em fazer os investimentos necessários, buscar a melhoria do atendimento ao consumidor e a sustentabilidade do negócio, com uma alavancagem adequada para todos os seus desafios futuros,” disse o CEO, em entrevista ao Brazil Journal.