Leão XIV: Qual vai ser o salário do novo Papa?

Pontífice tem todos os gastos cobertos pelo Vaticano

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Publicado em 09/05/2025 às 12:43h - Atualizado em 11/09/2025 às 16:03h Publicado em 09/05/2025 às 12:43h Atualizado em 11/09/2025 às 16:03h por Wesley Santana
Moeda polonesa tem estampa de cardeais (Imagem: Shutterstock)
Moeda polonesa tem estampa de cardeais (Imagem: Shutterstock)

O mundo conheceu na tarde da última quinta-feira (9), o novo chefe da Igreja Católica. Nascido nos Estados Unidos, Robert Francis Prevost foi eleito no Conclave para liderar mais de 1,4 bilhão de religiosos ao redor do mundo. 

💰 Mas o papel do novo pontífice não se restringe à religião, já que ele é o chefe de Estado do Vaticano. Por isso, ele também deve cuidar das questões políticas, o que o torna uma figura parecida com um presidente, por exemplo.

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Para executar essas funções, porém, Leão XIV não deve receber um salário fixo mensal, segundo as regras do Vaticano. Ele tem direito a uma provisão de despesas, um benefício dado a qualquer pessoa que ocupe o cargo mais alto da Igreja, que cobre todas as necessidades, como acomodação, alimentação, transporte e outros custos.

Ainda não se sabe se o novo Papa deve abdicar do recebimento, assim como fez seu antecessor. Como tinha feito um voto de pobreza, Francisco recusou receber a ajuda mensal paga pelo Vaticano.

“O papa Francisco possuía o direito de receber US$ 32.000,00 mensais como remuneração do Vaticano, devido ao cargo de sumo pontífice, porém optou por não utilizar, pois levou a sério os seus votos de pobreza desde quando assumiu o papado”, afirmou Fernando Roberto de Freitas Almeida, coordenador de Relações Internacionais do Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (UFF), em entrevista ao Valor Econômico.

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Enquanto era cardeal, Prevost tinha um recebimento mensal de 5 mil euros, que é o valor pago pela Igreja para os religiosos nesta posição. Anteriormente, os cardeais contavam com outros benefícios, mas estes foram retirados para que a Santa Sé conseguisse equilibrar as contas.

A administração das contas da Igreja Católica é feita pelo Instituto para as Obras de Religião, também conhecido como Banco do Vaticano. No geral, as receitas do Estado vêm das doações dos fiéis e os custos são relacionados a manutenção das igrejas e dos sacerdotes ao redor do mundo.

Desafio econômico nas mãos

💸 O novo Papa assume o Vaticano com um desafio importante nas mãos que é colocar as contas da Igreja em dia e conduzir uma reforma econômica. Francisco já havia começado um processo de revisão, mas é preciso enxugar ainda mais gastos.

Em 2022, último ano de contas públicas divulgadas, o Vaticano registrou um déficit de 83 milhões. Parte deste resultado está ligado à queda da arrecadação de ofertas, consequente do declínio do número de fiéis ao redor do mundo.