Israel assina acordo de paz com o Líbano e anuncia retirada de tropas

Entendimento prevê cessar-fogo permanente e marca novo avanço nas negociações na região.

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Publicado em 26/06/2026 às 18:45h Publicado em 26/06/2026 às 18:45h por Wesley Santana
Israel diz que já está movimentando tropas militares(Imagem: Shutterstock)
Israel diz que já está movimentando tropas militares(Imagem: Shutterstock)

Na tarde desta sexta-feira (26), Estados Unidos, Israel e Líbano assinaram um acordo de paz trilateral. O documento prevê o fim das hostilidades no Oriente Médio e vem depois que um documento anterior já havia sido assinado pelo Irã.

"Temos o prazer de anunciar um acordo-quadro entre o governo soberano do Líbano e, é claro, o governo de Israel, com a mediação e o apoio dos Estados Unidos da América", disse o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, durante a cerimônia de assinatura.

Do lado de Israel, o acordo foi ratificado pelo embaixador Yechiel Leiter, enquanto o Líbano foi representado pela homóloga Nada Moawad. As negociações e o evento aconteceram em Washington, a capital dos EUA.

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"O acordo trilateral que assinamos hoje é um primeiro passo no caminho para restaurar a soberania e a integridade territorial libanesa, garantir uma cessação permanente e definitiva das hostilidades, permitir que nosso povo volte às suas terras e possibilitar que todos os libaneses vivam em paz, segurança e prosperidade", disse Moawad, a embaixadora libanesa.

Esse era um dos acordos mais importantes solicitados pelo Irã para o fim dos ataques mútuos no Oriente Médio. Desde março, Israel e Líbano estão em um conflito que já matou mais de 4 mil pessoas, sendo a maioria do lado libanês da fronteira.

O acordo destaca que Tel Aviv deve retirar suas tropas do sul do Líbano, transferindo a proteção da região para Beirute. Enquanto o documento estava sendo assinado, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu divulgou um vídeo em que declara que já há movimentação das tropas e que as IDF (Forças de Defesa de Israel) já não precisam mais ocupar a região.

"O mais importante de tudo é que Israel permaneça na zona de segurança no sul do Líbano. Essa é uma conquista importante, e a manteremos até que o Hezbollah seja desarmado", ressaltou o premiê israelense.