Ibovespa cai e dólar sobe no 1º pregão de maio

O sinal negativo também predominava entre os fundos imobiliários.

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Publicado em 04/05/2026 às 12:48h Publicado em 04/05/2026 às 12:48h por Elanny Vlaxio
O dólar era negociado a R$ 4,99 (Imagem: Shutterstock)
O dólar era negociado a R$ 4,99 (Imagem: Shutterstock)
O primeiro pregão de maio começa em tom cauteloso nos mercados. O Ibovespa abre o mês em queda, refletindo a aversão ao risco no cenário internacional, ainda pressionado pela escalada do conflito no Oriente Médio. Por volta das 13h (horário de Brasília), o principal índice da B3 recuava 0,63%, aos 186.144,16 mil pontos. O dólar subia 0,66%, sendo negociado a R$ 4,99.
O sinal negativo também predominava entre os fundos imobiliários. O IFIX caía 0,59%, aos 3.906,76 mil pontos. Na contramão, o mercado de criptoativos mostrava fôlego. O Bitcoin avançava 2,87%, enquanto o Ethereum subia 2,32% no mesmo horário, destoando do clima mais defensivo observado nos demais ativos.Lá fora, o cenário era o negativo:

O que mexe com o mercado 

O pano de fundo desse primeiro pregão de maio passa diretamente pela tensão no mercado de energia. O movimento reflete o bloqueio de uma das principais rotas globais, responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo antes do início do conflito, o Estreito de Ormuz.
No domingo, o presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos vão atuar para “libertar” navios afetados pelo fechamento do estreito. A operação, batizada de “Project Freedom”, tem início nesta segunda-feira. O mercado também digere a decisão da Opep de elevar a produção em 188 mil barris por dia, anunciada na primeira reunião do grupo desde a saída dos Emirados Árabes Unidos.
Por aqui, o governo federal colocou em campo, nesta segunda-feira (4), uma nova etapa do programa Desenrola Brasil, agora com alcance ampliado para enfrentar a inadimplência no país. A iniciativa prevê uma mobilização nacional de 90 dias, incentivando brasileiros a renegociarem dívidas e retomarem o acesso ao crédito. 
Além disso, o mercado também reage ao Boletim Focus. As expectativas para a inflação seguem em trajetória de alta no Brasil. A mediana das projeções para 2026 avançou de 4,86% para 4,89%,  marcando a oitava elevação consecutiva. Já os juros básicos devem permanecer elevados por mais tempo, com a taxa Selic projetada ainda em dois dígitos em 2029.
"A revisão altista já era esperada, refletindo a persistência do conflito no Oriente Médio, que tem comprometido o fluxo logístico de insumos relevantes como petróleo e fertilizantes, com impactos disseminados ao longo da cadeia produtiva", avaliou Sara Paixão, Analista de Macroeconomia da InvestSmart XP.

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