Hackers invadem banco digital e pedem R$ 15 milhões de resgate

Grupo afirma ter sequestrado dados de clientes e publicou pedido de pagamento em seu próprio site.

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Publicado em 19/09/2026 às 08:18h - Atualizado em 19/09/2026 às 08:35h Publicado em 19/09/2026 às 08:18h Atualizado em 19/09/2026 às 08:35h por Wesley Santana
Revolut oferece serviço de conta global no Brasil (Imagem: Shutterstock)
Revolut oferece serviço de conta global no Brasil (Imagem: Shutterstock)

Um grupo de hackers assumiu uma invasão no banco de dados da Revolut. Eles teriam pedido um resgate de US$ 3 milhões (cerca de R$ 15,4 milhões na cotação atual) para que o banco digital tivesse as informações de volta.

O grupo se autodenomina “iamnotavillain” e teria publicado o pedido em seu próprio site na última quarta (16). Eles teriam dado um prazo de 24 horas, por meio de um cronômetro que estava na página.

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A mensagem dizia “pagar 6.000 XMR, caso contrário todos os dados serão vendidos e o sangue estará em suas mãos”. A sigla MXR se refere à criptomoeda Monero, que é conhecida pela alta dificuldade de rastreamento de transações.

Essa manobra é conhecida como “ransomware”, quando um criminoso invade o banco de dados de uma empresa para sequestrar informações. A diferença desta vez é que o grupo hacker fez um pedido público de dinheiro, o que não é comum acontecer nestes casos.

A reportagem do jornal norte-americano Financial Times entrou em contato com o grupo de hackers para confirmar a veracidade das informações. Eles enviaram um vídeo mostrando o conjunto de dados sequestrado, com algumas informações ocultadas por uma tarja.

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“Os documentos exibidos no vídeo pareciam incluir carteiras de motorista e passaportes de clientes da Revolut, fotos de identificação utilizadas no processo de verificação "conheça seu cliente" (KYC) e históricos de transações”, diz a reportagem.

Ainda não há um levantamento sobre o número de clientes impactados, mas estima-se que seja na faixa de 680 pessoas. A maioria deles seria de usuários italianos, já que o acesso foi feito por meio de um sistema de e-mail do governo da Itália.

Por meio de nota, a Revolut declarou que não recebeu nenhum contato direto, nem solicitações dos grupos que fazem essas alegações. Disse também que “segue trabalhando em estreita colaboração com autoridades policiais e reguladoras".

A Revolut é uma fintech fundada no Reino Unido e que se tornou um dos maiores cases de sucesso no mundo. A empresa oferece serviços de conta global, com conversão instantânea de dezenas de moedas no mundo.

A empresa afirma ter mais de 80 milhões de clientes ao redor do mundo. No Brasil, opera também com oferta de cartão de crédito e de conta remunerada.