Após saída de Tanure do conselho, Light (LIGT3) elege novo CEO; veja quem
A companhia elegeu Stefano Miranda como CEO, com 26 anos no setor elétrico, e Leonardo Gadelha como diretor de RI.
Estes últimos dias devem ter sido de pura celebração nos corredores da Light (LIGT3), geradora de energia elétrica que passa por recuperação judicial. O Ministério de Minas e Energia aprovou a renovação automática do contrato de concessão por mais 30 anos.
A decisão aconteceu na última sexta (8), quando a pasta seguiu a recomendação da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). De quebra, a companhia ainda viu seu contrato receber mudanças importantes que devem abrir espaço para a compensação de perdas financeiras em relação à segurança pública do Rio de Janeiro.
Agora, “o furto de energia, perdas não técnicas, a inadimplência e os indicadores de qualidade serão tratados de forma distinta nessas áreas”, disse o CEO Alexandre Nogueira ao Brazil Journal. “A forma como isso vai acontecer ainda está sendo debatida, mas o reconhecimento disso no contrato já é um avanço substancial”.
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A renovação acontece em um momento crucial para a companhia, que vem tentando colocar as contas em dia para continuar em pleno funcionamento. A dívida líquida já foi reduzida pela metade, mas a empresa ainda tem de pagar R$ 4,9 bilhões.
Com a concessão renovada, a empresa já pode começar a pensar no médio prazo e já projeta conduzir R$ 10 bilhões em investimentos. O valor será usado para melhorias no fornecimento de energia dos 31 municípios fluminenses onde atua.
“Com esses R$ 10 bilhões conseguimos resolver os problemas mais críticos da rede, mas não todos”, continuou o CEO. “Os ativos da Light chegaram à exaustão técnica. Os cabos de cobre da rede subterrânea do Rio têm que ser trocados; os cabos da Ilha do Governador precisam ser trocados; a rede que fornece energia para os municípios do Vale do Paraíba é composta por redes incompatíveis com o nível de qualidade que queremos entregar. Tem redes que não são protegidas numa região altamente arborizada”.
A renovação deu também espaço para que a companhia enxergue a saída da recuperação judicial, amparada em um processo de capitalização. “São os últimos atos para a gente pedir a nossa saída do processo de recuperação judicial”, declarou.
Na bolsa de valores, a empresa amarga uma queda de 12% apenas em 2026, o que faz com que as ações sejam negociadas abaixo de R$ 5. No total, hoje a companhia tem cerca de R$ 1,5 bilhão em valor de mercado, número bem distante de suas principais concorrentes em outros estados, caso da Cemig (CMIG4), que vale mais de R$ 38 bilhões, ou da CPFL (CPFE3), que passa de R$ 54 bilhões.
“A Light será uma empresa nova, focada em fazer os investimentos necessários, buscar a melhoria do atendimento ao consumidor e a sustentabilidade do negócio, com uma alavancagem adequada para todos os seus desafios futuros”, promete o CEO.
A companhia elegeu Stefano Miranda como CEO, com 26 anos no setor elétrico, e Leonardo Gadelha como diretor de RI.
Seu nome reapareceu recentemente nas notícias relacionadas ao caso Banco Master.