FMI diz que situação fiscal da Colômbia é insustentável e cobra medidas

Fundo Monetário Internacional pede ações para conter o avanço da dívida pública, que gira em torno de 60% do PIB, segundo o texto.

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Publicado em 17/10/2026 às 17:27h Publicado em 17/10/2026 às 17:27h por Wesley Santana
Colômbia tem um PIB aproximado de US$ 450 bilhões (Imagem: Shutterstock)
Colômbia tem um PIB aproximado de US$ 450 bilhões (Imagem: Shutterstock)

Em relatório publicado nesta sexta-feira (16), o FMI (Fundo Monetário Internacional) disse que a situação fiscal da Colômbia é “insustentável”. O órgão pediu que o governo adote medidas urgentes para frear o avanço da dívida pública, que hoje opera na casa de 60% do PIB (Produto Interno Bruto).

"Esta não é uma situação sustentável nem viável", disse Nigel Chalk, diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI, durante evento em Bangkok, na Tailândia. "Acreditamos que o país precisa de um esforço coordenado para reduzir a dívida”.

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O próprio governo de Abelardo de la Espriella já havia sinalizado a situação por meio do Ministério das Finanças, que classificou o cenário como “a pior crise fiscal da história". Por isso, avalia pedir ajuda de organismos internacionais, como o próprio FMI.

Bogotá confirmou que o fundo deve visitar o país em novembro, para avaliar as condições econômicas. Para o ano que vem, o governo espera aprovar um orçamento de US$ 200 bilhões, mas o déficit fiscal deve ser de quase 10% do PIB.

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ETF de dívida soberana

Enquanto os títulos repercutem a situação fiscal, a Colômbia está planejando lançar um ETF de dívida soberana. O diretor-geral de Crédito Público e do Tesouro Nacional, César Arias, diz que este será o primeiro ativo tokenizado do país latino-americano.

O ETF inclui uma estratégia que foca na curva dos juros no próximo ano e já contaria com uma base suficiente de investidores que podem aderir ao projeto. “Será um caminho, esperamos que não muito longo, mas é uma prioridade”, enfatizou.

A ideia surgiu a partir da experiência brasileira, que foi considerada por ele como bem-sucedida. O ETF da Colômbia vai chegar ao mercado custando cerca de US$ 19, equivalente a 58,8 mil pesos na moeda local.

“Não há uma barreira de entrada”, ressaltou, lembrando que a taxa de administração será de 0,3% ao ano. “Quando estruturamos o ETF de dívida pública, tivemos muito cuidado em tentar minimizar os custos”.