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Nesta terça-feira (28), o Itaú (ITUB4) anunciou a contratação de Diogo Guillen para o cargo de economista-chefe. Ele foi diretor de Política Econômica do Banco Central entre os anos de 2022 e 2025, indicado no governo de Jair Bolsonaro.
Formado em Economia pela PUC-Rio, essa é a segunda passagem do profissional pelo banco. Antes de assumir a cadeira no BC, ele trabalhou na área de investimentos da Itaú Asset, gestora responsável pelos fundos de investimentos do grupo empresarial.
A indicação acontece cerca de quatro meses depois que Guillen deixou seu cargo no BC e prestes a terminar o período de quarentena. O prazo de seis meses depois de deixar a diretoria da autarquia serve para evitar conflitos de interesse.
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Diogo foi um dos diretores que estiveram à frente do BC durante o período de endurecimento da taxa de juros. Quando saiu, a Selic já estava no patamar de 15% ao ano, um dos maiores das últimas décadas.
Guillen chega ao Itaú para substituir Mário Mesquita, que ocupou uma das principais cadeiras do banco por quase uma década. Por enquanto, ele seguirá como consultor do banco durante todo o período de transição, que ainda não tem prazo definido, mas o Itaú agradeceu seu trabalho à frente do posicionamento do banco.
"Ao longo de sua trajetória no banco, Mário desempenhou papel central no fortalecimento da reputação do Itaú em análises econômicas, liderando a consolidação do time de Macro e a reestruturação do Research, sendo reconhecido pela profundidade, equilíbrio e credibilidade junto a clientes e investidores, no Brasil e nos mercados internacionais", afirmou o Itaú, em nota.
A entrada de Diogo no Itaú é só mais um dos casos de ex-diretores do BC que foram contratados por bancos depois do período de quarentena. O caso mais emblemático nos últimos meses é o do ex-presidente Roberto Campos Neto, que foi contratado pelo Nubank para ser vice-chairman, chefe global de políticas públicas e membro do Conselho de Administração.
“Damos as boas-vindas a Roberto Campos Neto, que tem sido um dos principais pensadores do mundo sobre como usar a tecnologia para avançar os sistemas financeiros locais por meio de sistemas como o PIX e o Open Finance”, destacou David Vélez, presidente executivo do Nubank em maio do ano passado, quando da indicação de Campos Neto.
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